A Cultura oficial perante A Doutrina Secreta

Para as gentes da cultura oficial, incluindo a grande parte dos “académicos”, A Doutrina Secreta de Helena P. Blavatsky é geralmente desconhecida, porque as pessoas estão viciadamente formatadas quanto ao que devem procurar ou não. Quando chega a ser conhecida, representa quase sempre um incómodo. Implica(ria) um estudo que não tem o apoio dos interesses do mundo nem serve os objectivos de promoção e brilho externo. Depois, o seu conteúdo é-lhes basicamente incompreensível. Habituadas que estão à mesquinhez de interesses e aos voos rasteiros das concepções correntes, a grandiosidade do seu sistema, como ciência-sabedoria de tudo, escapa-se-lhes por inteiro. 

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Nascimento da Terra e Surgimento dos Primeiros Seres – Uma Perspectiva

Este artigo é uma perspectiva teórica pessoal, fruto de longas reflexões alimentadas e fermentadas por um estudo de três décadas dedicado às Ciências Esotéricas, mormente a Teosofia. Não objectiva ser rigoroso em termos de datações, apenas conjectura em traço largos e genéricos a sucessão de acontecimentos tão longínquos como foram os da aurora da humanidade e do berço do seu nascimento.

Recuemos então no tempo, e tentemos passo a passo imaginar como tudo se poderia ter passado… Conto-vos uma história.

 

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Aforismos

 * Temos a obrigação de agir segundo aquilo que entendamos ser o nosso dever, o qual, em cada momento, precisa de ser: universal, importante, útil, verdadeiro, desinteressado, vocacionado para o bem.

Com efeito nada que seja bom pode omitir qualquer das cinco características apontadas. Não é bom aquilo que se destina a apenas um ou alguns em detrimento dos outros; não é bom aquilo que sacrifica o importante ao secundário; não é bom aquilo que é, em dada situação, inútil ou pouco útil; não é bom aquilo que se reconhece não ser verdade – porque se os meios não são legítimos, os objectivos, por melhores que se apresentem, são maléficos a médio ou longo prazo; não é bom aquilo que é sectário, ou aquilo que sendo um particularismo qualquer ou um epifenómeno, é tomado por universal e essencial.

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Teixeira de Pascoaes

Pretendemos, neste artigo, somente fazer referência a algumas das ideias de Teixeira de Pascoaes, no intuito de, por um lado, facilitar uma leitura que, marcada pela espontaneidade nem sempre é de fácil conclusão para o leitor, e por outro, suscitar a vontade de conhecer melhor este autor. Pascoaes, ao lado de nomes como Leonardo de Coimbra, Fernando Pessoa, Raul Leal, José Marinho, Agostinho da Silva, e a partir da chamada Geração de 70, com Antero de Quental, Oliveira Martins, Cunha Seixas, Guerra Junqueiro, Sampaio Bruno, entre outros,1 configura no nosso País o desenvolvimento de uma singular vertente de pensamento onde a Metafísica e a Ética constituem a base a partir da qual se especula um futuro alternativo à tendência antropocêntrica da nossa vivência humana.

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Breves

Ninguém, nenhum de nós, é mau ou néscio. Simplesmente, estamos, ou podemos estar, estúpidos, maus, quezilentos, etc. Isso, portanto, pode sempre ser mudado.

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Densas nuvens mentais e tempestades de emoções obscurecem repetida, assiduamente o “nosso” céu. No entanto, podemos dispersá-las com a nossa vontade livre de apegos, com o alinhamento perfeito do nosso alento. Muitas vezes não o fazemos por masoquismo, preguiça ou convicção infundada de que é essa uma condição natural e inevitável.

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O Chamado da Rosa

Rosacruz: quatro séculos de tradição viva

O que significa a Rosacruz no século XXI?

Sabedoria do Silêncio – Hermetismo e Rosacruz no Pensamento Humanista Ocidental” foi o tema de uma exposição temática e documental, que esteve patente ao público no Arquivo Nacional da Torre do Tombo1. Durante seis meses teve quase 5 mil visitantes. Na inauguração, Francisco Casanueva Freijo, num comentário sobre a Rosacruz no século XXI 2, afirmava que esta “tem orientado esforços no sentido de obter a síntese entre a inteligência emocional e a inteligência racional, permitindo a superação da contradição entre elas que está na origem da falta de pontes entre o mundo científico e o mundo espiritual”.

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Nascer com Saudade

 

O texto que se segue insere-se numa teoria da Saudadei, na qual este sentimento surge como uma saudade metafísica do próprio Ser – a nossa Natureza Profunda, que em manifestação, neste processo de mergulho na materialidade, sofre o consequente encobrimento da sua essência. Mas eis que o processo de desvelamento sobrevém, todo este percurso tendo uma mais-valia: a qualidade do auto-conhecimento. Neste contexto a saudade surge como algo de precioso que incessantemente nos impele de volta à “casa do Pai”, aí se configurando o único caminho de superação da própria saudade.

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A Alemanha e a Dívida

A cultura alemã tem um brilho extraordinário, talvez impar na Europa. A Alemanha deu ao mundo alguns dos maiores filósofos, músicos, escritores, psicólogos, cientistas… a lista é imensa, quase inesgotável. Universalistas que somos, reconhecemos-lhe, com gratidão e respeito, esses méritos inquestionáveis.

No entanto, a mesma Alemanha escreveu, por mais do que uma vez, das páginas mais brutais de que a história conserva registo – crimes abomináveis que, pela sua gravidade, pelos efeitos tremendos que provocou à sua volta, não pode esquecer com ligeireza.

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Rendimento Básico Garantido

Vemos começar a ser sustentado alargadamente o que propugnamos desde há mais de 17 anos, e que reproduzimos a seguir:

“Sustentamos que todo o ser humano, pela sua própria dignidade enquanto tal – pelo simples facto de ter nascido –, tem direito apriorístico à garantia dos meios que lhe assegurem padrões médios de existência, independentemente da oportunidade (ou não) de ter acesso a um emprego no sentido convencional. Se se constata que, cada vez mais, não haverá lugar para todos no trabalho de produção material e em outras profissões que lhe estão ligadas estreitamente, torna-se inadiável repensar e redefinir outras bases e fundamentos para que cada um disponha de meios dignos e equilibrados de subsistência e conforto e, ao mesmo tempo, tenha a possibilidade de ser interventivamente útil e de aplicar a sua própria criatividade e valor próprio.

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(De)Crescimento

O dia de hoje, 1 de Maio, é paradoxal. Celebra-se o trabalhador, na efeméride de uma manifestação contra a exploração do trabalho pela civilização burguesa e capitalista, mas esquece-se que o trabalho é precisamente o valor em nome do qual essa civilização triunfou e que foi estranhamente assumido e divinizado pela quase totalidade do movimento socialista.

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