Transcendência e Imanência de Deus - VII

A Reencarnação

O Esoterismo e a Cultura Oficial
Depois de, no anterior número da “Biosofia”, termos considerado a forma como as Religiões e Igrejas, predominantemente as Cristãs, veêm a Reencarnação, e como esta as permite entender, sustentar e justificar, dedicaremos hoje algum espaço a considerar a postura da cultura oficial face ao princípio das existências cíclicas e ao Esoterismo em geral.

“O conhecimento - cujo primeiro índice é a faculdade de compreender a verdade, de discernir o real do que
é falso - destina-se somente aos que, libertando-se de todo o preconceito, e superando o seu autocentramento e egoísmo, estão dispostos a aceitar todas as verdades, quando lhes sejam demonstradas. O seu número é muito reduzido. A maioria julga uma obra segundo as ideias preconcebidas dos críticos, que, por sua vez, se deixam guiar mais pela popularidade ou impopularidade do autor do que pelos seus erros ou méritos. (…) Nos nossos dias, nenhuma exposição pode ter esperança de um julgamento imparcial, ou mesmo de ser ouvida, se os seus argumentos não trazem a marca registrada de uma legitimidade que obedeça aos estritos cânones da ciência oficial e da teologia ortodoxa.

A nossa época caracteriza-se por uma anomalia paradoxal. É eminentemente materialista e, contudo, eminentemente pietista. A nossa literatura e o assim chamado pensamento progressista moderno seguem por essas duas linhas paralelas, tão flagrantemente díspares, mas populares ambas, e tão essencialmente ortodoxas, cada qual no seu próprio estilo.

Quem quiser enveredar por um terceiro caminho que seja como que um traço de união entre os outros dois, deve
estar preparado para enfrentar os piores percalços. A sua obra será mutilada pelos críticos e coberta de ridículo (…)

Será citada em falso pelos seus adversários, e até excluída das piedosas salas de leitura (…) As suas doutrinas serão sistematicamente repudiadas, negando-se a elas um lugar até mesmo entre as teorias efémeras da ciência, entre as hipóteses forjadas e sempre cambiantes do nosso tempo”. (( In “A Doutrina Secreta, Vol. V” (Ed. Pensamento, S. Paulo, 1973) e “H.P. Blavatsky Collected Writings”, Vol. XIV” (Theosophical Publishing House, 1985).))

Estas são palavras escritas há quase 115 anos atrás - e, no entanto, infelizmente para toda a Humanidade, elas permanecem quase tão verdadeiras hoje como no tempo em que saíram à luz do dia.

A sua insigne autora é Helena Petrovna Blavatsky (HPB). Ano após ano, dia após dia, não cessa de crescer a nossa admiração, o nosso profundo e grato reconhecimento pela sua imensa coragem e sabedoria, pela vastidão da Ciência Espiritual que recuperou da Tradição de todos os povos e ofereceu, numa bandeja marchetada de ouro e diamantes, ao pensamento moderno - que, obrigado a aceitar, pela força da evidência, muitos dos Princípios por ela postulados, lhe continua a voltar as costas, seja com erróneas ou confusas interpretações, seja com sempre novos e mais arrevesados sofismas, seja com declarada hostilidade.

Os fundamentalistas do materialismo e dos igrejismos sectários detestam-na ou fingem ignorá-la (naturalmente detestando ou ignorando os Princípios que ela tão bem apresentou). A proliferante “new age”, consumista e pueril, dela não conserva memória ou rotula-a, insensata e levianamente, de ultrapassada (!!!) ou dogmática (!!!) - como se qualquer rã, por mais inchada que se apresente, pudesse comparar-se… a um elefante (( Usamos esta imagem respeitosamente porque, na tradição hindu, que H.P.B. tanto amou e valorizou, Ganesha, o deus de cabeça de elefante, é o deus da Sabedoria, e filho de Shiva. Equivale ao egípcio Thoth-Hermes (Cfr. “Glossário Teosófico”, de H. P. Blavatsky).)). Mesmo alguns dos que, supostamente, deveriam merecer e honrar o seu legado, e compreender toda a grandeza e valor das suas ideias, a relegam, em termos práticos, a um plano secundário (( Até a Senhora Radha Burnier, Presidente Mundial da Sociedade Teosófica (ST) - essa nobilíssima instituição por HPB erigida -, no livro mais significativo entre os 3 ou 4 que publicou, a cita menos vezes do que a Krishnamurti - esse mesmo que disse as últimas sobre a ST, à qual se referiu e perante a qual se comportou como se fora uma coisa qualquer, muito embora lhe fosse devedor de quase toda a base de notoriedade que alcançou! (cfr. “La Regeneración Humana”, Editorial Teosófica, Barcelona, 1991). Prevenindo tendenciosas interpretações, esclarecemos que isto não significa qualquer consideração que ponha em causa a honra ou a sinceridade de Krishnamurti ou de Radha Burnier, mas (apenas e só) a inalienável liberdade de discordar (em vários aspectos)…)), incapazes do esforço de a entender, e de investigar e desdobrar todas as mil e uma pistas que deixou - ou incapazes, mais cruamente, de reconhecer a quanta distância dela e da “sua” doutrina secreta (( Embora HPB tivesse sido a autora de um livro intitulado “A Doutrina Secreta”, ela sempre assumiu que nele somente expôs uma parte da doutrina secreta de todos os povos e tempos. A referência feita alude a ambos os conceitos.)) se encontram.

Ser Livre
O CLUC não é fundamentalista de nada nem de ninguém. Não o é de si mesmo - por muito empenho e brio que ponhamos num trabalho que tentamos que seja digno, útil, valoroso e determinado - e também não o é de HPB. Pública e notoriamente, temos divulgado muitos outros autores ou correntes em que reconheçamos uma qualidade ou utilidade mínima. Tal é inquestionável, não podendo ser negado por ninguém de boa fé e com conhecimento de causa. No entanto, jamais poderíamos incorrer na falta de hombridade de, na exacta medida do nosso entendimento, pôr cada coisa no lugar que relativamente lhe corresponde.

Uma das (muitas) razões por que colocamos H. P. Blavatsky numa posição de particular destaque, é por ter ela sido capaz de enfrentar o mundo, com todos os seus preconcebidos, com toda a sua hipocrisia e ignorância - e, sem medo, desassombradamente, voltar a proclamar a superioridade da Eterna Sabedoria; é porque foi ela quem soube permanecer livre da tirania das duas hastes da tenaz (o materialismo e o sectarismo religioso) que, época depois de época, estrangulam a Humanidade e a conservam presa à sua roda de infortúnios e misérias; é porque foi ela quem veio trazer o início de um novo tempo de verdadeira liberdade - investigar, conhecer e saber, em vez de acreditar cegamente, em vez de “ser um pó de todos os ventos” (( Do poema “Mestre. Meu Mestre Querido”, de Fernando Pessoa - Álvaro Campos.)) das modas e conveniências, em vez de ceder à pressão social que determina duas únicas posturas aceitáveis: crendice fanática ou hipócrita, e materialismo cego ou orgulhoso.

Somente quem se liberta desse jugo pode avaliar imparcialmente o testemunho unívoco de uma Ciência Universal e de uma linhagem dourada das mais Sábias e mais Íntegras figuras, tanto das registadas nos anais históricos, como das que quase se perdem nas brumas do tempo (( Cfr. Geoffrey A. Farthing, “Deity, Cosmos & Man” (Point Loma, San Diego, 1993).)) - aqueles grandes Instrutores Sagrados ((… ou cientistas perfeitos. Cfr. Humberto A. Costa, “O Nascimento do Novo Homem”, in Biosofia o 8 e “A Lei do Holismo” (Ed. STP, Lisboa, 1999).)) que constituem a glória de todas as Eras e civilizações; pode, inclusive, retirar as necessárias conclusões do facto de a Ciência Oculta em geral (ou os seus Princípios) e, nomeadamente, a Reencarnação, terem sido adoptadas, preconizadas, defendidas ou, no mínimo, objecto de um interesse atento e respeitoso por uma lista imensa de todos os mais notáveis representantes das diferentes áreas de conhecimento e actividade - facto geralmente escamoteado pela cultura de conveniência e de faz-de-conta instalada no poder.

Sabedoria Oculta - Conhecimento ou Superstição?
Há afirmações incontestáveis, porque documentadas (( Cfr. “A Reencarnação Através dos Séculos”, org. Nair Lacerda, Ed. Pensamento, S. Paulo, e “Reincarnation - An East-West Anthology”, comp. Joseph Head e S.L.Cranston (TPH - Quest Books, Wheaton, Illinois, 1967).)). Os Princípios basilares da Ciência Esotérica, incluindo geralmente a Reencarnação (em alguns casos não sustentada de forma explícita, por receio da pressão social adversa, mas claramente decorrente dos outros Princípios sustentados), encontram-se presentes em filósofos da grandeza de Pitágoras, Anaxágoras, Platão, Empédocles, Apolónio de Tiana, Filon, Plotino, Porfírio, Hypatia, Proclo, Jâmblico, Dionísio pseudo-Aeropagita, Giordano Bruno, Jacob Boehme, Spinoza, Leibniz (( O seu conceito de “metamorfose” deve ser cuidadosamente cotejado com a concepção budista dos Skandhas.)), David Hume, Kant, Fichte, Schelling ou Schopenhaeur; artistas, nomeadamente músicos e pintores, tão extraordinários como Mozart, Wagner, Scriabin, Débussy, Mahler, Sibelius, Stravinsky, William Blake, Gauguin, Mondrian, Kandinsky, Paul Klee ou Nicholas Roerich; escritores e poetas tão celebrados como Camões, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Virgílio, Ovídio, Luciano, Milton, Fielding, Goethe, Schiller, Novalis, Wordsworth, Shelley, Robert Browning, Elizabeth Browning, Longfellow, Thomas Moore, Ralph Waldo Emerson, Henry Thoreau, Balzac, Lamartine, Victor Hugo, Flaubert, Khalil Gibran, Tennyson, Mark Twain, Jack London, Oscar Wilde, Arthur Conan Doyle, Tolstoi, Rainer Maria Rilke, Walt Whitman, Rudyard Kipling, T.S. Elliott, William Butler Yeats, George W. Russell, Tagore, Maeterlinck ou Aldous Huxley; cientistas tão importantes como Newton, Johann Bode, Humphrey Davy, Thomas Huxley, Camille Flammarion, Thomas Edison, William Crookes, Oliver Lodge, Marconi, Robert Millikan, Einstein, Fermi, Oppenheimer, Erwin Schrodinger, David Bohm, ou Rupert Sheldrake; políticos de tanta relevância como Júlio César, Frederico, o Grande, Washington, Benjamin Franklin, Rutherford Hayes, Gandhi, Nehru, David Lloyd George ou Henry Wallace; homens e mulheres tão renomados como Cícero, Flávio Josefo, Plutarco, Campanella, Henry Moore, Carlyle, Lessing, Friedrich von Schlegel, Keyserling, George Sand, Louisa Mary Alcott, William James, Gustav Fechner, Carl Jung e tantos, tantos outros.

Repare-se que não alinhamos aqui os vultos notáveis que assumidamente trabalharam em grupos de esoterismo, nem os grandes expoentes de muitas culturas extra euro-americanas, cujo valor o ocidental comum, embora se considere muito conhecedor e tolerante, ignora quase por inteiro. Ainda assim, a lista é impressionante e avassaladora.

Por que a Cultura oficial repudia a Ciência Esotérica?
Por que, perguntar-se-á então, a perspectiva ocultista e a hipótese reencarnacionista são olhadas de soslaio pela cultura oficial?

Seria exaustivo enumerar todas as respostas. Tentaremos, somente, avançar algumas delas.
Devemos talvez começar pela incapacidade generalizada de pensar em termos amplos e globais (( V. Editorial da Biosofia, o 5 (Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 2000))). Os que falam alto e despudoradamente na moderna Babilónia da pseudo-cultura mediática, politizada e de falaz brilho social, são incapazes de se erguer além de um campo de conhecimento muito restrito. Voltamos a citar Helena Blavatsky: “O Conhecimento das partes é-nos de pouca utilidade, se apenas faz aumentar a nossa ignorância do Todo ou da natureza e razão do Universal, como Platão chamava a Divindade, e se nos leva a cometer os mais graves erros, ocasionados pelos métodos indutivos de que tanto nos envaidecemos” ((ref:1)). No status quo vigente, pode reconhecer-se que Fernando Pessoa foi um grande poeta, que Newton foi um grande cientista, que Thomas Edison foi um grande inventor, que Wagner foi um grande músico ou até que Giordano Bruno foi um grande filósofo-mártir; não obstante, é-se incapaz de aceder a uma compreensão das razões pelas quais esses grandes génios se inclinaram naturalmente para o Esoterismo. Vê-se, em separado, o físico, o poeta, ou o filósofo, do ocultista que simultaneamente foi. As concepções dos chamados intelectuais instalados nas cadeiras dos diferentes tipos de poder são tremendamente limitadas. E “mesmo esses pequenos tijolos de pensamento dito concreto estão, quase sempre, inextricavelmente entrosados (e em ressonância) com o instinto e desejo emocional - um instinto aprisionador do mental ou, por outras palavras, uma animalidade intelectualizada” (( In “Cartas de Luxor”, Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 2000.)).

Depois, temos o culto da mediocridade dourada. O materialismo - social, “científico” ou religioso - tendeu a rebaixar as mais nobres aspirações do ser humano, mantendo-o asfixiado na sua alma animal (( Cfr. José Manuel Anacleto, “Transcendência e Imanência de Deus - IV”, in Biosofia, o 6 (Idem).)). A verdadeira criatividade, essa flor rara do género humano, dificilmente desponta no solo árido e ressequido da banalidade das (pre)ocupações comuns. É fácil fazer um seguro de vida e pós-vida numa qualquer igreja, de preferência a mais popular do bairro; qualquer político o ostenta afoitamente. Compreender mais além, alcandorar-se (pelo esforço, pela investigação, e pela correcta e verdadeira reverência aos Grandes Mestres e Instrutores da Humanidade), a uma ciência holística (integrando os pólos material e espiritual), isso custa - e prefere-se (regra geral) ignorar, deixar para “mais tarde” ou dizer que é impossível. Vem depois o sofisma: não há certezas, são tudo crenças. Quase ninguém repara que dizer que só há crenças, sem ter investigado seriamente se há algo além de crenças, é em si mesmo uma crendice - e muitíssimo lesiva. As concepções comuns sobre as grandes questões da Vida, mesmo entre a maior parte das pessoas consideradas cultas, são de uma vulgaridade confrangedora.

Bom seria, ao menos, que o homem comum, face aos absurdos pressupostos sociais vigentes, se posicionasse na vida como Fernando Pessoa - Álvaro Campos - genialmente escreveu: “Porque, de tão interessante que é a todos os momentos, / A Vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, / A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair / Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas / E ir ser selvagem…” (( de “A Passagem das Horas”.)); que esse modo selvagem, livre de ser, porém, fosse assumido não como gratuita contestação ou destrutividade mas como corajosa afirmação da grandeza do Homem, do Universo e da Vida, e da Sabedoria-Ciência (uma superior lógica) que o abarca e nos ilumina o caminho do Amor, da Compaixão e da Beleza.

Um Grande Desafio
Não podemos ignorar ou contornar outra razão ponderosa. São muito menos os que apresentam o Esoterismo como Ciência, como soluções lúcidas e compassivas para os problemas humanos (indo à raiz causal e não permanecendo nos efeitos epidérmicos), como beleza inspiradora e vivificante pela verdade libertadora, do que a legião de sensacionalistas, de vendedores de ilusões, de feiticeiros do absurdo, de comerciantes de todo o tipo de sanações pueris. A estes últimos, acrescem ainda os que enveredam por um emocionalismo (coisa muito diferente de Amor) que oscila entre o histerismo e a esterilidade. Salvaguardemos a boa intenção (onde ela exista) mas reconheçamos que isso, só por si, não é bastante. Todos estamos a aprender e não devemos eximir-nos a assumir as nossas responsabilidades, corrigindo o rumo se e quando necessário. Pela nossa parte, não nos recusámos nunca a reconhecer erros (mesmo quando individualmente lhes fôssemos alheios, não podíamos apartar-nos de um Karma colectivo) e a reajustar direcções.

Para quem o Esoterismo é um passatempo ocasional, um negócio como outro qualquer, um meio de promover a própria imagem pessoal, estas palavras não farão sentido ou provocarão, até, reacções de desagrado. ÃL;€queles, contudo, que têm uma postura e uma exigência de autenticidade e de rigor compassivo, vale a pena repetir as palavras contidas num dos livros do CLUC: “… por favor, parai um pouco! Não achais que a espiritualidade deve ser vivenciada com seriedade? Quereis a verdade ou quereis ser enganados? Considerais normal que um grupo de espiritualidade se assemelhe a um grupo recreativo, que serve para passar o tempo, sob uma aparentemente cândida e beata atmosfera? Considerais normal que se construa alguma coisa de sólido com base na fantasia, na gabarolice, em ideias pueris e absurdas? Considerais normal que, de um momento para o outro, alguém tenha descoberto o que os Mestres da Sabedoria imemorial da Grande Fraternidade jamais vislumbraram - ou seja, um artifício, um truque, um golpe de mágica para ‘realizar a ascensão, já!’, saltando instantaneamente desde o inferno de ignorância e egoísmo que, ainda por cima, se não quer abandonar? Considerais normal que Mestres de Sabedoria (a todo o momento, e bem pouco respeitosamente, invocados em tais grupos) nada mais tenham para apresentar do que umas frases atabalhoadas e uns conceitos tão diminutos e miseráveis sobre um Universo tão vasto, tão formidavelmente complexo, e tão maravilhosa e sabiamente ordenado?” (11).

Temos, pois, um imenso, um portentoso desafio pela frente: o de assentar o Esoterismo em bases sólidas e seguras para o mundo externo, demonstrando toda a Ciência e utilidade prática que lhe subjazem.

Um Problema de Vaidade
O que acabámos de dizer, porém, não deixa de reconhecer que é a vaidade da superficial, egoísta e oca mentalidade comum que a impede de vislumbrar as verdades fundamentais da Sabedoria Oculta. Houve e há muitos que falam, agem e escrevem mal, pessimamente, em nome do Esoterismo? Somos os primeiros a dizê-lo. Ainda assim, não podemos deixar de perguntar: deve o Cristianismo ser confundido com a Inquisição ou com a crendice popular? Deve a Ciência oficial ser caracterizada (somente) por produzir armamento destrutivo? Deve a actividade Política ser globalmente apreciada pelos actos e decisões de um Hitler ou de um Staline? Mais ainda: é o nosso mundo algo assim tão bom, tão digno, tão fraterno, tão humano, para justificar a teimosa auto-suficiência das ideologias culturais, políticas, religiosas, filosóficas e científicas instaladas nos diversos centros de poder? Acaso não seria lógico e prudente que houvesse um pouco mais de humildade e de vontade de Saber realmente?

Concluiremos em próximo número as nossas considerações acerca da Reencarnação.

José Manuel Anacleto
Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural

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