A Psicologia Moderna e a Parábola dos Dez Talentos (Parte I)

A Libertação pela Ciência
A Parábola dos Dez Talentos não está relacionada com Dez moedas e, sim, com Dez valores individuais, Dez Capacidades ou Inteligências ou Faculdades, definidas como poderes ou aptidões de manifestar o Espírito, o Ser que é.

Existe um caminho de Ciência de desenvolvimento dos nossos Dez Talentos que nos liberta das trevas e sofrimento sem fim que o mau passado religioso agravou. A intuição pode ajudar-nos a encontrar em nós mesmos aquilo que deve ser desenvolvido - mas não às cegas. Há um ensino universal e unívoco de todos os tempos que permite conhecer essa Ciência ou Sofia. Na medida em que tenhamos alcançado algum domínio dela, tentamos partilhar essa experiência convosco.

Se ler com os olhos da alma a Parábola de Mateus 25: 14-30 (números da Bíblia de James) começa a ter surpresas e vê que ela faz muitos desafios aos seus Talentos ou faculdades. Que diz a Parábola? O Senhor (Atma), o divino em nós, tendo Descido na Matéria, volta ao seu nível. Criou três servos ou três homens - Divino, Espiritual e Temporal - que têm de despertar os seus cinco, dois e um Talentos, respectivamente. Quando verifica os resultados dá conta que o dos cinco e dois talentos replicaram-nos. O de um talento, porque “o sepultou” na terra, não o replicou.

Diz-se Parábola dos Dez Talentos e no texto são referidos apenas Oito Talentos divididos em 5, 2 e 1.

A experiência tem mostrado que, quanto mais incongruente é um episódio Bíblico, maior é o seu valor e mais importante é aquilo que foi, propositadamente, “encoberto”. Numa época de Ciência, que quer ser Verdade, descubramos, até onde for acessível ao homem actual, o “Encoberto”, para que o Novo Homem Objectivo, o da Ciência ou Sofia, nasça.

Que tipo de problemas, muito complexos, nos propõe a Parábola dos Dez Talentos?

- Se a questão é de talentos, capacidades psíquicas a desenvolver ou rendibilizar pelo Homem, isso é da área da Psicologia, mas de uma Psicologia Global ainda por fazer, onde a Evolução com duas fases - Individuação e Unificação - é o âmago.

- Se a divisão é em Oito e três grupos separados 5, 2 e 1 talentos, qual é o significado na Evolução Psicológica ou Espiritual do Homem? Que relação há com os Oito Passos do Caminho de Buddha? 1
- Se há uma incongruência entre o Dez do título e o Oito da Parábola há dois talentos “encobertos”, que podem muito bem ser a rendibilização dos Oito Talentos. Que Talentos são os dois Talentos “encobertos”? Por que são rendíveis os cinco e dois Talentos?

- Por que o Talento mais baixo, se for “sepultado” na terra, não é reprodutivo e condena o homem?

No contexto de um processo de Libertação que está a expandir-se a todos os sectores da Humanidade, o grande desafio que a apresentação da Teosofia trouxe ao mundo é o da Liberdade, não a política mas a da própria mente humana, a raiz de todas as liberdades que passa pela libertação dos dogmas - os tradicionais e os reactivos modernos.
H.P.B. reconhece a Liberdade absoluta do pensamento humano. Escreveu: “O espírito de verdade passa neste momento sobre a face das águas negras e, dividindo-as, obriga a fazer sair os seus tesouros espirituais. Este espírito é uma força que não pode ser travada ou parada. Aqueles que a reconhecem sentem que é o momento supremo da sua salvação e serão elevados por ela e levados para lá das ilusões da grande serpente astral”. 2

Por outras palavras: as liberdades que se reivindicam fora de nós serão reais quando, antes de tudo, houver uma liberdade ao nível da mente, e essa passa pela morte da serpente Astral, em nós, por S. Miguel, o nosso Eu Superior. É a morte das dependências passionais, emocionais que escravizam o Homem. Para se reconhecer o significado, lembro o sentido da morte dos talentos da serpente animal, para renascerem como serpente de Sabedoria, vista à luz das 3 divisões do Sistema Nervoso: reptilíneo, límbico e córtex.

Entre os homens médios, os de maior vivido de serem livres e “potentes” são os cientistas; os mais escravizados são os dependentes de ‘religiões’, da sacralização sensual e emocional, sob a forma de credos ou ideologias políticas (há similitudes entre as duas) ou de desenvolvimentos espirituais subjectivos. O materialismo científico é o mesmo erro mas de sinal contrário. A Teosofia Moderna mostra o equilíbrio.

No séc. XX houve um movimento de desinteresse pela Teosofia, incongruente com a enorme dádiva que ela representa. Muita gente chama à Teosofia como Sofia ou Ciência, a Teosofia dogmática, contrapondo a Teosofia livre (se é livre, é apenas de Leis) ou subjectiva, à objectividade. Por que se desprezam a Ciência e a objectividade libertadora? Para ser “livres” de quê?

A situação que estamos a viver, parece patológica. O comentário de Fukuyama ao livro de Ken Kesey Voando sobre um ninho de cucos’ (1962) alertou-me. O livro é uma análise do fenómeno totalitário e da estranha preferência que muitos lhe concedem.

A história passa-se num manicómio onde uma enfermeira-chefe domina os doentes com mão de ferro. Um deles consegue criar as condições para libertar todos. Verifica, porém, que os seus companheiros têm medo de enfrentar o mundo exterior e recusam sair. São incapazes de trocar a segurança pela libertação, trocar a prisão da sua mente escrava, pela libertadora Lei que rege a Vida Ordenada e a mente livre.

E se o manicómio existir dentro de nós? Ter de viver com Leis e ter a liberdade de ser responsável é um desafio imenso para os prisioneiros da serpente astral de Eva, do passional, emocional. Quem vem do lado da Ciência e a tem como a grande libertadora, fica perplexo com a hostilidade da parte dos chamados “espirituais”. Afinal, eles têm medo da Lei e da responsabilidade de escolher e assumir os riscos de acertar ou falhar, pois é essa a base da liberdade. Sentem-se seguros no “ninho natural” sabendo que não cumprem o seu dharma, pois estão a chocar ovos de cucos, por medo de “sair”. Detestam que lhes falem em Leis e até dizem “isso é passado e contrário à vida interior” quando, na realidade, Sofia é a porta para uma vida interior livre. Não somos nós que o dizemos; é a história da Ciência que o mostra.3 Como poderá alguém sem Sofia libertar-se para a vida interior, sabendo que vive ao nível da sua alma natural ou temporal e essa é prisioneira da vida emocional?!

Acabámos por compreender que os subjectivistas tinham um terrível medo da Liberdade. Daí a insistência obsessiva na proclamação da liberdade, de um modo agressivo. Nem a conduta deles é livre, nem é boa a escolha do emocional (em vez do espiritual verdadeiro) como segurança, de onde, por medo, recusam sair. Quem decide por emoções, decide por opiniões e, inconscientemente, repudia a Lei para não ter a liberdade / responsabilidade de escolher entre o certo e o errado, o bem e o mal, segundo a LEI.

A serpente astral, transposta a “Queda”, só pode sobreviver na tensão artificial do reactivo, na penumbra do indiferenciado, como certa pintura que desce ao informe ou disforme da Babilónia pessoal. Parecendo libertar, escraviza de modo invisível, por reacção. O que liberta não é o reactivo é o proactivo. 4

Os subjectivistas modernos que “vegetam” em movimentos espirituais (que deviam ser libertadores) recusam sair do manicómio-escravidão dos seus afectos e emoções porque têm medo da Liberdade. Eles são considerados de tipo seita por causa dessa falta de fundamentação doutrinária - objectiva.

Façamos aqui um intervalo. Se lhe parecer demasiado difícil (e é) ignore-o e salte para o título seguinte.

Em todo o ensino espiritual, de libertação, é sempre possível ver a realidade de baixo para cima ou de cima para baixo. O Ocidental está “informado” por uma tradição judaico-cristã. Resumamos o ensino Bíblico, pedindo desculpa do excesso de condensado:

“E o sumo-sacerdote disse: ‘Chamai as raparigas da tribo de David que estão sem mácula. Os servos procuraram e encontraram sete…’ ‘Tirem à sorte aquela que fiará
o ouro, o amianto, o linho, a seda, o azulado, o escarlate e a verdadeira púrpura.” 5

O símbolo da “rapariga” visa focar os Sete Princípios da Substância da Vida (casa de David): 1. Púrpura. Físico denso. 2. Escarlate. Prana. Sangue. 3. Azulado. Duplo-Etérico ou Astral. 4. Seda. Emocional. 5. Linho. Ligação entre a personalidade e o eu superior (antahkarana). 6. Amianto, Buddhi-
-Manas, alma humana. 7. Ouro, Atma-Buddhi, alma espiritual.

Se tomarmos os cinco agregados (Púrpura, Escarlate, Azulado, Seda e Linho, os vestidos dos iniciados que ligam o Temporal ao Espiritual), vemos que são cinco Princípios a evoluir, chamados no Cristianismo o pão da vida. Esses cinco Princípios (Cinco Pães) estão subordinados aos Dois Peixes ou duas Sabedorias: 1. a Sabedoria do Conhecimento ou da Colheita (Deméter), de Lectio (em Lat. colheita; distinguir o significado de colheita além de lição de Ciência), que é o inverso da Sementeira (de sémen, Queda na Matéria) uma deusa do fogo (que queima o Joio ou Zizânia, que significa também o vinho dos sentidos, a bebedeira emocional) é a Sabedoria de Buddhi-Manas; 2. e a Sabedoria de Teo, da qualidade Divina do Ser em nós, de Atma-Buddhi, o ouro dos alquimistas. 6
Esta é a outra versão do cinco e do dois. O ‘Um’ tanto pode ser o Divino (em cima, na origem do Ser) como a Matéria (em baixo, o Mar eterno, origem da Vida material). Tudo depende do uso que fizermos do último Talento!

A Libertação da mente é a fonte de todas as genuínas libertações que vão acontecer; só pode ser alcançada pelo equilíbrio perfeito entre o Pólo Subjectivo (Teo) e o Pólo Objectivo (Sofia, Lectio). Dois Peixes!

Escravidão dos Subjectivismos
A classe educada continua a proceder como os cínicos Vitorianos “paternalistas” que eram ateus, agnósticos e outras coisas do livre-pensamento e iam passear para Hyde Park com a Bíblia debaixo do braço para ‘educarem’ os pobres. Levando o povo a acreditar na Bíblia para se acomodar, drogavam-lhes a alma para eles aguentarem, sem queixumes, a deplorável miséria, enquanto faziam mais filhos, o único divertimento que lhes era permitido, além do esquecimento pelo álcool. Era a mão de obra barata da classe ‘acomodada’ e manipulada pelos ‘educadores do povo’!

A Dra. Annie Besant (que viria mais tarde a ser a 2a Presidente Mundial da ST), no fim do séc. XIX, disse “eu não vou permitir que o sistema corrompa a humanidade e mantenha os homens escravizados para defender os réditos e mordomias dos poderosos”. E distribuiu pelas docas de Londres um dos primeiros textos científicos de controlo da natalidade.
Annie Besant ousou querer extinguir a imoralidade que era os pobres viverem em uma só divisão com um rancho de filhos sujos e esfomeados. As mães deixavam os mais velhos, a dormirem na superlotada cama única, rolarem sobre os recém-nascidos e os asfixiarem “por acidente”, pois não tinham meios de os sustentar. Era o tempo das crianças expostas (às vezes encontradas no lixo) e das ‘rodas’ das igrejas onde se colocavam, às escondidas, os bebés rejeitados.7

Annie Besant foi julgada em tribunal, acusada de corromper a sociedade. Os seus dois filhos foram-lhe retirados, pela justiça no poder, porque a mãe foi caluniada como imoral, que é um modo de pôr a questão ao contrário; foi punida com multa por infringir as leis Vitorianas; e não foi presa porque os seus companheiros ateístas e sindicalistas a defenderam tão valorosamente que os “lordes” tiveram medo de levar mais longe a perseguição para não excitar a ânsia de liberdade no povo, que estava latente e a explodir. Mas quem foi julgado pelas Leis Divinas foi aquela sociedade e os seus juizes que tal coisa permitiam - e quem vai continuar a ser julgado por essas Leis são os muito aconchegados nas suas “caridades” que nada fazem para mudar isto, criando novas ideias, dando uma nova formação e não só esmolinhas e roupa para os pobres! Fazer caridades para preservar o sistema - que é uma “louca” falta de caridade - é preferir viver no “manicómio totalitário”.

A maior parte das “luminárias” da inteligência nacional continua a levar debaixo do braço, à TV, aos media e à cátedra, a Bíblia psicológica como objecto de conveniência, o estímulo ou “isco” de um “reflexo condicionado”; receita-a mas não a entende ou aceita.

Quando Ciência e Sofia se encontram
A Ciência materialista não é capaz de captar a realidade em si, apenas capta a realidade sensível - e a consciência e matéria (ou energia) são indissociáveis. Está para breve o abandono do Espaço-Tempo “continuum” a substituir pelo conceito de Consciência-Espaço-Tempo. A Física Quântica acabará por mostrar que a consciência pode alterar o comportamento dos electrões.8 Nessa compreensão alargada, todos temos de ser conscientes de que a Vida é Beleza em acção e não é possível evoluir sem propiciar o desenvolvimento do Belo onde estivermos - ambiental e das pequenas coisas isoladas, dos pequenos gestos da nossa vida. 9

O ser humano, depois das achegas que a Ciência moderna está a dar, vai aproximar-se daquilo que os Mestres espirituais ensinaram e nada terá a ver com o homem religioso passadiço. A Parábola dos Dez Talentos fala-vos de um Novo Homem! 10

E se houver no próprio ser humano Princípios e Leis Universais a que a parábola se refere? Quais são as consequências sobre a mente quando, por ignorância ou teorias científicas erróneas, materialistas, o conhecimento ministrado é incompatível com a realidade do interior profundo? Um dos dramas da cultura inculta é o processo de autodestruição em curso, onde este mecanismo é, teoricamente, importante (quaisquer que sejam as outras causas adjuvantes ou precipitantes) e leva os jovens a fugirem para a droga, álcool, psicotrópicos, suicídio11 e a serem inadaptados à família, sociedade, etc.

Estamos perante questões de sobrevivência civilizacional; por favor, não veja este artigo introdutório como “escrito descartável”, de usar e deitar fora.

Entre outras interpretações da Parábola, consideremos as mais simples, com a vantagem de mostrar a identidade entre o ensino Buddhista e o Cristão: supor que os Oito Talentos são os Oito Passos encadeados ou as Oito Capacidades para alcançar a Libertação, começando pelos 5 e os 2 talentos que deram fruto.

- Os Cinco Talentos superiores significam os 5 últimos Passos referentes às relações com o Mundo Divino - Concentração-Meditação-Contemplação (6o, 7o e 8o Passos) e às duas Leis do Mundo Espiritual. Elas são: a Lei da Graça (Analogias), ou Meios de existência justos, 5o Passo, que é viver no Mundo Temporal como vive no Mundo Espiritual, e aliviar a Vida para que a Harmonia e o Bem vençam; e a Lei da Ordenação ou Acção justa, 4o Passo, uma acção totalmente pautada pelo Conhecimento exacto das Leis Divinas que estão em nós e fora de nós.

- Os Dois Talentos intermédios correspondem ao domínio das duas Leis do Mundo Temporal: Lei do Karma, 3o Passo, a Palavra justa (ou Diálogo); e Lei dos Ritmos ou Ciclos, 2o Passo, o Pensamento Justo. São de quem dominar o Karma e deixar de produzir Karma nefasto, por uma vida esclarecida onde a educação e instrução recta ajudam. Esse, vive, no futuro, o que lhe está determinado desde toda a Eternidade - o seu Dever, Dharma -, e não vive, no passado, para o mau fruto das más acções, palavras e pensamentos. Liberta-se do que o amarra ao Temporal, pelos valores Espirituais.

Uma explicação: Palavra Justa (3o Passo) tem a ver com o conceito de Diálogo de Platão. Diálogo é aprender a colocar as questões fazendo o paralelismo entre o que é certo e errado à luz das Leis, e o que é bom e mau à luz da Sabedoria. Ao comparar uma e outra opção, a decisão esclarecida aparece. Quem decidir segundo as Leis domina o Karma. Ao dominar o Karma, liberta as suas novas encarnações.

O Ritmo pressupõe desenvolver o Mental e ser criativo, em sentido construtivo - o Pensamento Justo (3o Passo). Pensar é encontrar o Ritmo. Ao tornar-se um criador, que dá ao mundo aquilo que está certo e é bom, alcança a perfeita Harmonia, encontra a Beleza de cada acção e gesto (os poetas e os artistas são os mais capazes de encontrar o Ritmo que o pensamento é), leva a Vida para a libertação e assim se liberta.

- O de um Talento, o mais baixo, que for incapaz de ter a Compreensão justa da Vida (1o Passo), nega a si mesmo o acesso aos meios de rendibilizar o seu Talento (não dá fruto). Fica confinado às suas sensações e às doutrinas materialistas, sejam elas científicas ou religiosas (nem todo o religioso é espiritual, a maioria não é)! São aqueles que nascem, têm filhos e morrem, sem usufruto; no meio, há um imenso sofrimento e dor, porém, nada fica além da enorme frustração de ter vivido! Não evoluíram! A parábola condena o Homem da má Compreensão às trevas das penas exteriores (”onde só há pranto e ranger de dentes, de ódio”), por se ter viciado na ilusão (ele, que é um ser divino com poderes infinitos e não um miserável deserdado) de que bom é o que come, bebe, sexo e poder material, ou que a solução de todos os problemas é material sem qualquer intenção superior. Sepultam o último Talento na terra e o Talento assim enterrado não dá frutos espirituais!

A parábola é a condenação do materialismo sob qualquer forma de que ele se revista. Apenas pretendemos ajudá-lo a ver e, para verificar se viu, permitimo-nos deixar um teste.
ÃL;€ luz do que leu, e sabendo agora que a Lei e o Bem Divinos (duas Sabedorias) se encontram no seu coração, tente explicar a si mesmo estes versículos do Tao Te Ching:

Quanto mais proibições um estado tiver,
Mais pobre o povo será…
Quanto mais leis e éditos fizer
Mais roubos e fraudes haverá.

Nunca esqueçamos esta frase de Cícero: Ud sementem feceris, ita metis, Aquilo que semeares é aquilo que colherás (tradução livre), um conhecimento universal que os Cristãos primitivos respeitaram.
(Continua)

Humberto Álvares da Costa
Médico Cardiologista, com diversos trabalhos de investigação científica em Medicina; Secretário-Geral da Sociedade Teosófica de Portugal; Redactor-Chefe da Revista “Portugal Teosófico”.

1 Humberto Álvares da Costa. Introdução para um estudo da Árvore da Vida. Biosofia n.o 7, 2000, pp.21-26. Estabelecer um elo entre os Talentos e a multiplicação dos cinco pães e dois peixes (duas sabedorias). Em artigos de revista é impossível explanar um verdadeiro Conhecimento por saber. Mostrar linhas de investigação é o possível!

2 H.P.B. O Novo Ciclo. Portugal Teosófico o 82, 01, pp. 4-8. Condensada, em pontos assinalados, de artigo inserido na abertura da Revue Théosophique, Vol. I, o 1, 21 de Maio de 1889, pp. 3-13. Ver Collected Writings. Vol. XI, p. 109-23.

3 Ib. Fukuyama. O Autor considera a mente regida por três vectores - emocional, mental e o thymos (a que os psicólogos chamam auto-estima, apesar de não perceberem o sentido profundo da palavra).

4 Francis Fukuyama. O Fim da História e o ÃL;šltimo Homem, p. 46, Ed. Gradiva, Lisboa, 1992 O Senhor Cristo, no Ev. de Tomé, diz que os homens por agora não podem entender porque estão bêbedos dos sentidos. O chamado joio Bíblico é uma tradução do Grego zizânia que tem outros significados: discórdia e bebedeira, no caso dos sentidos. Ela se desenvolve em Sodoma, a cidade cujo nome significa: cada um fazer o que lhe apetece. É uma característica da moderna cultura horrenda. Dos três presentes dos Reis Magos, a Mirra era uma bebida que libertava da bebedeira (entenda-se dos sentidos e emoções). A mirra corresponde à ligação Personalidade - Eu Superior. Se Hegel dizia que o fim do reino humano é a liberdade, era a liberdade de ser a Lei (Ordenação) que a deusa Deméter, da colheita do trigo, propicia e não sujeito da Lei. A deusa Deméter, no caso, seria o Incenso (que queima as impurezas).

5 Evangelhos Apócrifos. Col. Iluminações. Ed. Estampa. 1991.

6 Os Cinco agregados são subsidiários do Mental, do Espírito Santo, da alma humana. Cinco, o número do E. Santo, é representado pela maçã (fruto com cinco sementes, que se transforma em maçã de ouro - hespéride, de héspero, o ouro, sinónimo de Vénus, em relação com o Homem ser dotado do Mental, pelo Espiritual e Divino, pela Hierarquia Divina na Terra, chamada dos Senhores de Vénus), Mas também as folhas com cinco lobos - figueira, videira, plátano…; ou flores de cinco sépalas ou pétalas, a roseira. Sempre os 5 Pães (e 2 Peixes) que se multiplicam.

7 Georges Duby e Michelle Perrot. História das Mulheres no Ocidente, 5 Volumes. Ed. CL.

8 Amit Gosswami. Theosophy-Science Adyar Lecture. Dez.o 97. Portugal Teosófico n.o 73, p. 10, 1999.

9 Rukmini Devi. The Sense of Beauty. The Theosophist, Abril 01, p 285 (reimpressão de Junho de 1936). Rukmini recuperou, em todos os sentidos, a dança clássica sagrada (Baratanatyam) do sul da Índia, um valor espiritual hoje muito divulgado. A Beleza faz parte da chamada circuncisão do coração, do 8o dia, a ligação entre o temporal e o espiritual.

10 Jean Jaouen, De la science à la conscience. Lotus Bleu, Fev.o 2001, p., 36-37. Ano 106, o 2.

11 Abílio Oliveira. Psicólogo Social. Autor de O desafio da Morte e Olhar Interior. Biosofia, n.o 8, p. 52.

License

This work is published under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 2.5 License.

Post a Comment

You must be logged in to post a comment.