Sim e Não…

Para não haver problemas de compreensão das nossas afirmações, nem com elas se sofismar ou dar voltas ao real sentido, até o deixar irreconhecível, vamos tentar ser muito claros. Por isso, recorremos à forma simples e directa de Sim e Não.

Dizemos não a uma cultura do banal, do supérfluo e do acessório, como a que está instalada no poder, em (quase) todo o mundo; dizemos não às discussões estéreis de intelectuais sem Conhecimento universal e Sabedoria profunda; dizemos não a uma ciência sem consciência; dizemos não a um espiritualismo sem ciência, e sem preocupação de verdade e de rigor, dando livre curso às sustentações mais irresponsáveis; dizemos não a cultos a adivinhos e pseudo-gurus parasitários, que vivem do absurdo e do despudor, ao ponto de pretenderem precipitar falos como prova de santidade e sabedoria (!!!); dizemos não ás alegações de naves espaciais que vêm salvar os eleitos, às ascensões vendidas em cursos ministrados por quem teria dificuldade em ser aluno da Ciência Sagrada mas se arvora em Mestre; dizemos não à recusa em justificar e fundamentar opiniões e palpites; dizemos não a uma pretensa espiritualidade ao serviço do egoísmo e da ambição; dizemos não ao materialismo teórico e prático; dizemos não a moralismos caducos e insustentados; dizemos não à crendice e ao sectarismo religiosos, culturais, políticos, científicos, rácicos ou quaisquer outros; dizemos não aos modernos panos quentes sociais que, com pompa e circunstância, ou arremedos de solidariedade caritativa, deixam tudo igual, com pseudo-soluções baseadas nos mesmos erros que deram origem aos problemas; dizemos não à animalização do ser humano, promovida e estimulada de todas as formas no nosso mundo dito civilizado.

Dizemos sim a uma espiritualidade fundamentada em Leis solida e claramente enunciadas; dizemos sim a uma ciência universal subjacente a todas as grandes religiões e tradições espirituais; dizemos sim a um esoterismo lúcido, com vida e alegria, mas com verdade, com profundo conhecimento - sem o que não é esoterismo - e com respostas, soluções e caminhos para todos os domínios da actividade humana; dizemos sim a enfrentar os problemas na sua raiz, tendo em conta os diferentes níveis de Consciência-Energia-Substância do Cosmos e do Homem, e sem deixar de lado as questões essenciais do “porquê” e “para quê” da existência universal; dizemos sim a uma cultura integral que pondere e aproveite os contributos científicos, religiosos, filosóficos e artísticos de diferentes povos, eras e latitudes - sem complexos de superioridade da nossa época e da nossa civilização -, demonstrando a sua unidade espiritual básica na riqueza da diversidade multicolor das formas; dizemos sim à criatividade, a uma cultura alternativa mas construtiva, reflectida e responsável, a uma arte com valores e com inspiração; dizemos sim a uma ética com ciência, fundamentada na ordem universal; dizemos sim à compaixão com entendimento e ao entendimento com compaixão; dizemos sim a uma educação que promova o nascimento do Novo Homem, universal na sua Fraternidade e na sua inteligência científica e criadora; dizemos sim à alegria de viver e trabalhar para o Bem Geral; dizemos sim “às coisas belas que hão-de vir, ao futuro de luz que temos de construir”; dizemos sim à Antiga, Eterna e Divina Sophia; dizemos sim à biosofia - o conhecimento/sabedoria integral da Vida em todas as suas expressões: todas, todas, todas!

José Manuel Anacleto
Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural

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