Algumas considerações cosmológicas sob uma perspectiva ocultista

Saído das profundezas da Existência Una, do inconcebível e inefável Um, um Logos, impondo-se um limite, circunscrevendo voluntariamente a extensão do seu próprio Ser, torna-se o Deus manifestado e, ao traçar os limites da sua esfera de acção, determina também a área do seu Universo. Dentro de tal esfera nasce, evolui e morre este Universo, que no Logos vive, move-se e tem o seu ser.

A matéria do Universo é a emanação do Logos, e as suas forças e energia são as correntes da sua Vida. O Logos é imanente em cada átomo, é omnipenetrante. É o princípio (ou origem) e o fim do Universo, a sua causa e objecto, o seu centro e circunferência… Está em todas as coisas e todas estão nele…
In “Sabedoria Antiga”, de Annie Besant (1895)

Big Bang?
Encetamos estas considerações com a afirmativa - porventura bombástica para a generalidade dos físicos que nos quisessem dirigir a sua atenção - de que não postulamos a teoria do “Big Bang”.

É importante aclaramos que, para nós, o verdadeiro espírito científico de investigação coincide plenamente com o que caracteriza um filósofo. E em filosofia, como em ciência experimental, é necessário “especular” (não gostamos da palavra mas não nos ocorre outra), ou seja, conceber ou antecipar o que ainda se não verificou ou comprovou experimentalmente.
É precisamente essa fase da concepção intuitiva (abstracta) de uma proposição que é plena, válida e meritória e, de nenhum modo, comparável em apreensão ou comunhão com a verdade (com o facto em si) com as que lhe sucedem e que passam meramente ao domínio da razão intelectual.

Depois deste parêntesis, avancemos então para a hipótese de que já vivemos - nós e este nosso universo - uma outra condição ou etapa cosmológica. Falamos de um outro universo que continuamente tende para este mas que não deixou de existir.

A assim ser, o que se verifica é uma contínua transformação de energia, isto é, a alteração da sua frequência vibratória - nesta etapa, em termos de rebaixamento 1 - que, num dado limite, se precipita e, por um processo (diríamos) osmótico, permite passar as suas emanações (quais secreções) e a sua própria identidade para um outro estado de consciência. Aqui faz-se, talvez, necessário ressalvar que é para nós um axioma que toda a matéria é inteligente (em distintos graus de actualização dessa inteligência e, no colectivo, tendente para uma plenitude).

Dá-se, então, o nascimento do Plano e do Universo físico. Não é um processo totalitário, que acontece de uma só vez (não é a “singularidade”, como os físicos a baptizaram, de um processo que teve início num só ponto do espaço e do tempo). Para melhor podermos acompanhar este raciocínio, iremos deter-nos primeiramente na noção de espaço.

A noção de espaço no universo físico
Sob uma perspectiva ocultista, este espaço, concernente ao universo físico, é basicamente a potencialidade de localidade 2. Por outras palavras, só começa a existir para sustentar a matéria física que, na sua constituição essencial (condição primordial ou radical), continuamente brota “de dentro”, dos Planos ditos “internos” e mais subtis. Mal a matéria física se “desmaterialize”, o espaço que a continha fecha-se sobre si mesmo, encurtando, ou subsumindo-se numa dimensão superior 3.

Em certas zonas deste espaço, o seu tecido está de facto em retracção e não em expansão como acontece com a sua globalidade, pois continuamente determinadas zonas de matéria física cumprem o seu ciclo, e os sustentadores que nela estavam imanentes (a consciência que dela se servia como veículo experiencial) entram no que os ocultistas orientais denominam de Pralaya (físico, neste caso), passando a outras esferas de manifestação. Por outro lado, e como já nos referimos atrás, nesta etapa da Grande Manifestação Cósmica (ou Manvantara global) também continuamente (ainda) matéria física é ejectada desde Planos superiores para este Plano físico. Ondas-de-vida com distintos graus de consumação de consciência pululam no Espaço multidimensional; hordas de expressões de vida - galáxias e enxames de múltiplos sistemas siderais - “vão e vêm”, dando corpo e manifestação a este nosso universo físico e fenoménico.

Em última análise, e na perspectiva ocultista, existe um Espaço-Mãe (o Akasha, a Essência das essências) que contém todos os outros subespaços multidimensionais. E esse Espaço-Mãe é Consciência em movimento. É, pois, dinâmico, radical e gerador de todos os processos fenoménicos que consubstanciam cada Propósito de cada cíclica ou rítmica Manifestação Divina - “Um Dia de Brahma” ou também chamado “Uma Respiração (Expiração) de Brahma”. É um espaço virtual, que contém o gérmen de todas as coisas, que contém o vir-a-ser. É o “Ovo do Mundo”.

No que respeita a algumas considerações sobre a retracção do espaço, pomos como hipótese que se possa aqui incluir ou justapor a ideia, emergente na Física actual, daquilo a que se chamou “Buracos Negros”. A este respeito, e de qualquer forma, no conceito esotérico não caberia uma generalização de uma sucção de matéria indiscriminada, mas sim de um vasto (mas naturalmente delimitado) aglomerado de matéria - continente de Vida - sublimada e portanto reconduzida às suas formas e constituintes essenciais. Em tais condições, aquilo a que os cientistas chamam de forças “forte” e “fraca” 4 deixam progressivamente de ter predomínio sobre as forças gravíticas e electromagnéticas. As primeiras são forças pertinentes à condição de “individualidade”, de “parte” (têm, designadamente, a ver com os processos de individuação); as segundas, à condição de “Colectivo”. Quando um sistema, um mundo, uma “unidade colectiva” evolve e se sublima, reduz e/ou anula em si a condição de separatividade, isto é, de parte dissociada do Todo, e funde-se e identifica-se mais e mais com o colectivo de que faz radicalmente parte. Nesta conformidade, estes aglomerados de vida, por um extraordinário incremento da sua frequência vibratória (resultante do crescimento colectivo e potenciado da sua Consciência), estão em condições de romper as barreiras tensoras - que são, tão-só, potentíssimas barreiras energéticas - que delimitam os diferentes Planos (e, no caso do Universo físico, estão em condições de transcender a materialidade química).

Pensamos, inclusive, que a zona nuclear de um “buraco negro” não só não é imensamente compactada mas sim ausente de massa. Seria qualquer coisa semelhante a uma imensa bola de futebol, cuja configuração (tridimensional) e delimitação material é constituída por matéria física firme, dura e coesa - uma espécie de halo esferiforme de concreção de matéria - em oposição a um aparente nada no seu interior. É disseminado por esse “nada”, circunscrito por uma massa electromagnética externa, que se processa a desmaterialização (a anulação da massa) de todos os constituintes abrangidos nesse conglomerado ou sistema. E quando concordamos que se verifica um encurtamento ou retracção do espaço, do que se trata efectivamente é de um movimento centrípeto de matéria convergente para aquele foco ou localidade (de “vazio”). A matéria, arrastada, aproxima-se entre si. Poder-se-á dizer que, em torno daquele “vazio”, o tecido de espaço é empergaminhado em movimentos que sugerem esferas concêntricas convertendo-se sucessivamente em outras mais pequenas, no sentido da interioridade. A essa localidade (de duração temporária) se poderá chamar “uma porta” para outra dimensão. Depois, ficará apenas uma cicatriz no tecido de espaço, e ainda depois, uma dissolução e serena harmonização sem deixar traço.

Ainda neste Plano físico, o espaço generalizado e vastíssimo de aparente vazio é permeado por substância indiferenciada e germinal (elementar). Os corpos organizados que o “povoam” são constituídos por substância conglomerada e qualificada especificamente. Esse espaço corresponde ao hilé dos gregos, a que já nos referimos detalhadamente no artigo “Os Mistérios da Electricidade”, na Biosofia o4.

Noutra abordagem, e em simultâneo, o espaço físico é como que o resultado da precipitação das escórias 5 resultantes dos processos vitais e de consciência que decorrem nos Planos imediatamente superiores. É com/sobre estas escórias ou sedimentações que erigimos o nosso universo físico, nesta longa etapa do nosso ainda muito mais imenso percurso evolutivo. Em concomitância, o Plano físico e os corpos deste universo físico podem ser vistos como invólucros ou cascas que contêm, em graus de actualização e consumação de consciência sucessivamente menores (no sentido da interioridade), todos os outros Planos e respectivos veículos do Septenário. Contudo, este invólucro último é, de todos, o continente mais limitado (designadamente no que respeita ao espaço e ao tempo, e principalmente à expressão da potencialidade de cada Plano). Figurativamente, ele contém todos os outros mas num grau ou potência de actualização diminutos. O Plano Físico é, na verdade, o menos abrangente de todos: assim, também, o menor, em termos da característica fundamental da elasticidade do Espaço.

O espaço é elástico e ondulatório
O nosso espaço é como que um espelho deformado da realidade. Nós (ou melhor, a nossa natureza material) somos as imagens que vivem nesse espelho. Vivemos - talvez - num mundo côncavo…

Também poderíamos ilustrar esta ideia dizendo que o universo físico vive no “avesso” da realidade. Tomemos uma imagem figurada: a de um balão e de um micro-organismo que (por absurdo) vivesse a sua existência permanentemente na superfície do “avesso” desse balão. No mundo de um tal ser, por grande (a perder de vista) que a este lhe pudesse parecer o “seu céu”, contudo, ele teria limites… E para um tal ser - polarizado sempre no lado do “avesso” do balão - a sua intimidade mais profunda (para ele, o interior dos mundos) reside precisamente no lado “de fora” do balão. O íntimo (ou interior) é o “sem limites”; o caminho para esse íntimo é a passagem (a travessia) para a verdadeira expansão.

Num universo como o deste balão, onde se vive sempre no “avesso”, o “dentro” é imensamente maior do que o “seu fora”.

É num sentido como esse que dizemos que os mundos internos são imensamente mais vastos que a nossa ilusória realidade.

(Pela importância do tema e pelo fascínio que constitui a sua compreensão, contamos, numa próxima oportunidade, dedicar um artigo, exclusivamente, às consequências directas das propriedades ondulatória e de elasticidade do espaço na dinâmica e na mecânica correlacionada dos corpos siderais, bem como em alguns dos processos vitais e comportamentais na área da Biologia)

A um olhar ocultista, o que é a gravidade?
Na nossa perspectiva, por paradoxal que possa afigurar-se, neste universo físico a ausência de massa é a razão mais poderosa - porque radical - da total e livre expressão da gravidade. Seria esse facto, por si só, a maior fonte de poder apelativo e não, designadamente, o facto isolado de uma condição de “matéria invulgarmente densa e compactada” (como é descrito e pressuposto pela comunidade científica) que caracteriza os “buracos negros”. Significativamente, é também um fenómeno análogo (identificado à conjunção de “um vórtice no Akasha”) o que preside à chamada morte física de qualquer ser vivente, nomeadamente o homem e qualquer animal. É um apelo imanente, vibrátil e magnético (cuja acção é proveniente de uma ordem superior, portanto, transcendente a este Plano físico), que opera a anulação das várias forças de coesão da matéria física, e que impera na atracção e condução da vida-consciência para outro Plano de manifestação não físico.

Em boa verdade, para nós a força/energia da gravidade é inata ao campus de fundo (que é o substrato, difuso, contínuo e mais-ou-menos homogéneo onde navegam todos os corpos), e não aos corpos materiais em si - senão na medida em que, quanto maior for a massa destes, mais afastados estarão (devido à sua concreção) da sua condição original e universal, e assim, na sua relação com outros menores, serão menos sensíveis ou menos afectados que estes (numa proporção inversamente proporcional às suas massas ou invólucros) pela força da gravidade.

A gravidade é a força/energia universal que relaciona todos os corpos; que regula todos os seus trânsitos e a economia de todo o Sistema. É, por excelência, a força de coesão, o pulsar vivificante que continuamente ajusta todos os posicionamentos físicos e também psicológicos. Posto isto, julgamos poder considerar que a gravidade é uma propriedade do Espaço.

Tentando exemplificar - e fazendo um recorte imaginário e circunscrito numa pequena área do Todo em que só existissem dois corpos siderais -, a gravidade seria (ali, naquela imagem figurada) a força que relaciona os dois, e que se afere pela subtracção de energia ao seu campus comum 6, num grau relativo (inversamente proporcional) à quantidade das suas respectivas massas (uma vez que aqui se sustenta que é a massa que amortiza ou encobre o contínuo de energia do colectivo). A Terra tem maior massa do que a Lua e, no seu relacionamento com esta, pelo seu maior encobrimento particular da energia do campus comum, é menos susceptível do que ela (numa ponderação e numa proporção experimentalmente verificáveis) à sensibilização ou atracção recíproca.

Desta forma, os dados concretos de medição das massas interessam e são determinantes mas não pela positividade e sim pela negatividade.7 Por outras palavras: um corpo, na sua localidade, tem a sua sensibilidade à percepção do outro diminuída, na proporção da massa que o obnibula.

Dentro do campo de uma unidade colectiva (um sistema solar, uma galáxia, etc…) a gravidade faz-se sentir exclusivamente entre todos os corpos dessa circunscrição (como se fora num “caldo” comum, que a todos nutre de vida com uma qualificação específica e comum). Por sua vez, essa mesma unidade colectiva integra um Campus maior - no seio de uma Unidade Colectiva maior -, e está, assim, afecta à comunhão de leis e de forças, e às mesmas correntes de vida, com outras afins. E assim sucessivamente. No Cosmo, são como células gigantescas dentro de outras células ainda mais prodigiosas, que integram outras ainda mais abarcantes… Entretanto, no seio destes universos decorre e tem lugar a vida de outros universos mais pequenos: seres do tipo da vida animal, vegetal, mineral… e, dentro destes, os micro-universos biocelulares e puramente químicos, e, dentro ainda, outros sistemas, em cadeia, igualmente organizados: entramos no mundo do infinitamente pequeno.

A velocidade da luz não é uma constante
Segundo a nossa perspectiva, outra importante decorrência destes factos é a seguinte:
Sendo certo que a luz física só se pode propagar no espaço físico, a velocidade a que se desloca é afectada ou condicionada pelo meio de propagação - o espaço (ou melhor, o espaço-tempo). A velocidade da luz não é constante. Ela desloca-se a uma dada velocidade (que a ciência conhece e referencia: 300.000 km/s) dentro deste Sistema Solar, ao ser freada pelo plasma (espaço) 8 específico da sua polarização colectiva, e dentro da área da sua circunscrição.

A velocidade a que a luz se desloca no espaço exterior ao nosso Sistema é, digamos, mais livre, uma vez que, na vastidão envolvente, a substância do espaço é mais difusa e menos polarizada (é como que a “atmosfera” da Galáxia-como-um-todo e não em áreas fortemente polarizadas pela emanação próxima das Grandes Unidades que a integram).

Haverá, decerto (e, repetimos, na nossa conjectura) zonas do espaço interestelar onde a velocidade da luz será praticamente instantânea porquanto pouco ou nada freada.

O Big Crunch
De igual modo, também não subscrevemos a ideia de um “Big Crunch” - a convergência do universo material para um único ponto do espaço e o seu colapso nessa densidade.

Postulamos a sua dissolução (no final dos seus dias), de uma forma disseminada - à semelhança (mera imagem) de “bolhas” 9 no interior de água em ebulição, que evolam “no ar” e encontram a serenidade quando cessa a ebulição. No caso do universo físico que chega ao termo da sua existência 10, esses conglomerados ou famílias de “bolhas” siderais, sublimam-se, transferem a sua consciência para outra dimensão mais íntima a este espaço denso e desmaterializam-se, “fechando o cerco”, “fechando a porta atrás de si”.

Com efeito, as macro e as micro famílias e espécies, que se conglomeram no Plano físico, possuem (ademais da consciência de cada unidade individual) uma consciência e uma sinergia comum. Como já aludimos atrás, miríades de famílias e espécies de vida (segundo as suas especificidades e sintonias) 11 coabitam no interior de outras estruturas e sistemas de famílias de maior envergadura e complexidade e, estas, no seio de outras maiores ainda, e assim sucessivamente. Estas unidades colectivas, conquistando todas elas patamares superiores de consciência, são aglutinadas a outros sistemas (a outras unidades colectivas maiores e mais vastas), e assim, de degrau para degrau, em aglutinações sucessivas até um grande marco em que todo o universo físico consumou o objectivo global e se identifica em plenitude. Esse marco corresponde ao final deste mesmo universo… Teremos cumprido uma Grande Etapa nesta nossa Imensa Viagem.

Diz a bela e vetusta alegoria que o Céu brilhará com o esplendor de Mil Sóis!…

Isabel Nunes Governo
Vice-Presidente do CLUC

1 Na concepção esotérica, a Evolução dos mundos (uma “Manifestação Cósmica” totalitária) contém dois movimentos: um (dito grosso modo) de descenso do Espírito à Matéria (involução), e outro de ascensão da Matéria ao Espírito (evolução) num prodigioso Esquema septenário. O Plano físico é o último e, nele (qual vértice no objectivo da Evolução) se dá a viragem e a reassunção e consumação gradativas das potências espirituais.
2 O termo Logos (dos antigos gregos) tinha como significado “a manifestação externa do Eu” (do verdadeiro Eu intimamente Uno e indivisível, que, quando manifestado, transparece sob uma multitude de formas, as quais se vão produzindo como que em sucessivas cascatas). Quanto a nós, é patente a identidade primordial da razão e da noção de locus (do latim) = lugar (a exteriorização do Eu de cada coisa) e logos (do grego) = a natureza divina (e imanente), manifestada no Universo da Acção sob múltiplas formas; o “Verbo” [na conotação simbólica cristã, o Eu divino encarnado], a “Linguagem”, a “Palavra” (a este respeito, lemos no “Glossário Teosófico: … Logos é a expressão exterior ou o efeito da Causa que permanece sempre oculta ou não manifestada. Assim, a linguagem é o logos do pensamento…). Ainda, e curiosamente, “locução” (= oratória; forma de falar particular) provém do latim locutio, de raiz idêntica à de locus. Parece-nos também eloquente que mesmo num grande número das línguas actuais (nomeadamente, latinas, germânicas, fino-ugrianas, e também em línguas de raiz sânscrita como é o caso do hindi e do gujarati) o ser e o estar (o situar-se) são verbos que se designam da mesma maneira.
Em conclusão, um sistema solar, um sistema planetário, um homem ou um átomo (porque, em essência, partícipes da Vida Divina) são, no universo fenoménico, os logoÃL;¯ das suas respectivas esferas de acção.
3 Na verdade, e como veremos, existe um outro Espaço - um Espaço-Mãe - profundamente vivificado e que contém os gérmens (o vir-a-ser) de todas as coisas. Ele é a Substância Primordial, a Essência das essências. ÃL;€ medida que o universo multidimensional se desdobra (de acordo com o seu plano), esse Espaço sofre sucessivos decaimentos, vindo a constituir o substrato e a própria substância de cada um dos Planos, sucessivamente mais densos e de menor grau vibracional, do Grande Septenário.
4 As Leis típicas que governam o mundo físico, apesar de se expressarem diferentemente, são subsidiárias das que regem a substância nos outros Planos, e também, neste, são subsidiárias da Lei da gravidade (nelas se incluindo o electromagnetismo).
5 … espécie de combustão proveniente da assimilação de experiência e, assim, de conquista de consciência própria do Plano antecessor.
6 Lembramos que o espaço é polarizado pela(s) vida(s) que o povoa(m); que é também o somatório e a combinação de uma irradiação comum, colectiva.
7 O princípio formulado por Newton, “tudo se passa como se os corpos se atraíssem na razão directa das massas e na inversa do quadrado da distância”, tem equivalência nos resultados experimentais.
8 Na simbologia esotérica, uma imagem ilustrativa das diferenciações de densidade ou de “enrugamento” desse espaço é uma maior ou menor coagulação do “amnius” (plasma vital; ou o “azoth” dos alquimistas) desse Ovo do Mundo.
9 … bolhas cuja natureza se deve a e se identifica com “vórtices de energia”.
10 Tendo um dia atingido uma certa e específica Idade neste nosso Grande Manvantara, o próprio Plano físico, pura e simplesmente, cessará de existir, sendo a sua matéria (transmutada) e o produto da sua consciência global absorvidos e incorporados no Plano imediatamente superior.
11 A Forma (a multitude de formas) apenas proporciona distintos e variados meios de experiência visando a obtenção de mais e mais consciência.

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