Começar de novo

Todos nós, individual e colectivamente, criamos hábitos. Alguns são inúteis ou nocivos; outros constituem factores positivos e indispensáveis. Mesmo entre estes, porém, há os que se tornaram desnecessários - cristalizações que nos cegam e nos aprisionam a visões e a fases evolutivas já ultrapassadas. Quando tal acontece, então, questionarmo-nos, renovarmo-nos, rever ideias, pressupostos e maneiras de pensar, de estar ou de fazer - enfim, COMEÃL;‡AR DE NOVO -, é algo de fundamental.

Sempre que os conceitos se degradam em preconceitos, a organização se acomoda em falta de criatividade, a firmeza se torna em prepotência ou dureza de coração, é tempo de pararmos. É tempo de voltar a sorver ar que não esteja já contaminado. É tempo de redescobrir horizontes. É tempo de fazer novos projectos, construir novos modelos, formular novas exigências, encontrar novos equilíbrios - despertar a criatividade.

Hoje, que todos sentimos que o mundo está numa encruzilhada, parece ser um desses momentos, com os seus riscos e oportunidades. Perspectivando o futuro, que a todos concerne, é hora de a todos ouvir sem preconceitos, respeitosa e atentamente, como quem partilha e não como quem disputa. É hora, além do mais, de ouvir outras vozes. Diferentes das mesmas - quase sempre as mesmas - que têm opinado sobre (quase) tudo e que, em (quase) tudo, conduziram o mundo a uma grande encruzilhada.

José Manuel Anacleto
Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural

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