Novas identidades religiosas e espirituais na sociedade portuguesa

Introdução

Neste artigo que sintetiza parte de um trabalho de investigação iniciado há vários anos, procuramos compreender o surgimento de novas identidades religiosas e espirituais na sociedade portuguesa contemporânea. A nossa perspectiva é sociológica. Por este motivo, a nossa primeira preocupação é a de identificar as igrejas, grupos, associações, movimentos e centros com vocação religiosa e espiritual que surgiram ou ganharam visibilidade na nossa sociedade, depois do 25 de Abril de 1974. Num segundo momento, procuramos integrar esses grupos nas principais tendências que atravessam as sociedades contemporâneas ocidentais. Por último, completamos a aproximação sociológica a este fenómeno, pela tentativa de interpretação do caso português.

A nossa sociedade tem sido marcada, nas últimas décadas, por transformações profundas, quer em termos de valores e práticas sociais, quer em termos de valores e práticas religiosos. Nestas transformações tem seguido, ainda que com singularidade, importantes tendências europeias. Gostaríamos de mostrar que estes dois tipos de transformações - quer ao nível social, quer ao nível religioso - ainda que de natureza muito diferente podem, provavelmente, ser articulados.

1. O 25 de Abril: mudanças sociais e religiosas
O processo democrático inaugurado pela revolução de 25 de Abril de 1974 teve fortes implicações no campo religioso. Desde logo, na diversificação 1 da escolha que vai surgindo na sociedade portuguesa. A uma sociedade quase monolítica em termos religiosos 2, substitui-se outra em que proliferam novos grupos de vocação espiritual distintos da Igreja Católica, seja de referência cristã (Meninos de Deus, Igreja Mórmon, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja do Maná, etc.), seja de referência oriental (Hare Krishna, Guru Maraji ji). Surgem, também, grupos mais eclécticos que conjugam várias influências de tipo New Age ou que têm uma abordagem filosófica de síntese de tradições religiosas e espirituais (como a Fraternidade Branca Universal ou o Centro Lusitano de Unificação Cultural). Ao mesmo tempo, ganham novo fôlego outros grupos que já existiam entre nós antes de 1974, como as Testemunhas de Jeová e os Adventistas do 7o Dia. São movimentos muitíssimo diferentes entre si mas que mostram uma nova abertura e pluralidade.
Se é certo que a liberdade política traz consigo, de forma mais directa, um clima de maior liberdade religiosa é, no entanto, nos movimentos de recomposição social que atravessam a nossa sociedade nas últimas três décadas, que vamos procurar - indirectamente - as causas propiciadoras da implantação de tais grupos religiosos ou de vocação espiritual. A desruralização, a industrialização incipiente e a rápida tercearização que nos últimos 30 anos caracterizam a sociedade portuguesa, condicionam e contextualizam, ao nível macro, as mudanças verificadas nas práticas e valores, tanto sociais, como religiosos e espirituais.
Como resultado da tercearização, da crescente intervenção do Estado e da introdução das novas tecnologias, surgem as novas classes médias. Estes sectores intermédios são, em termos sociais, um elemento vital nas democracias contemporâneas ocidentais e, principalmente, quando possuem um alto nível de instrução (classe média alta), assumem um especial protagonismo na difusão de valores e práticas sociais mais modernos. Também em termos religiosos e espirituais as novas classes médias são quem mais recusa a proposta da Igreja Católica, não só porque não são praticantes 3, mas também porque são mais abertas a novas formas de religiosidade (J. Machado Pais, 2001, 125).
Desde o 25 de Abril e até aos dias de hoje, em termos de práticas e valores sociais, há tendências muito concretas que se devem sublinhar, como sejam o acentuar da autonomia e liberdade individual no plano da vida privada, a aceleração e maior visibilidade do protagonismo feminino (nomeadamente profissional) e as mudanças na forma de encarar a sexualidade e a relação com o corpo 4.

2. A tendência de individualização nas sociedades ocidentais
Ao mesmo tempo, e em termos religiosos, uma mesma tendência de individualização, ganha cada vez mais terreno, quer na sociedades ocidentais, quer na sociedade portuguesa. De facto, como nos diz DaniÃL;�le Hervieu-Léger:
“O dever de aderir a verdades recebidas de cima é, hoje em dia, menos valorizado que a autenticidade do sujeito que procura a “sua” verdade”. (Hervieu-Léger, 2002: 57)
Esta afirmação ilustra bem a tensão entre as duas tendências opostas que atravessam a sociedade ocidental em termos religiosos e espirituais: uma tendência para a individualização, ou seja, para a “relativização das normas fixadas pelas instituições religiosas, colocando o acento sobre o valor da procura individual e a apropriação pessoal do sentido” e, por outro lado, a tendência oposta, de afirmação de regimes comunitários, em que a “aceitação do código do crer comunitário (que abrange crenças e práticas) fixa as fronteiras do grupo” (Hervieu-Léger, 2002: 58-59; 1999). No primeiro caso, encontramos os grupos de tipo New Age e, no segundo, grupos como as Testemunhas de Jeová e os restantes indicados na figura 1.
Esta tensão entre a tendência principal de individualização e a tendência oposta de afirmação de regimes comunitários pode ser enquadrada pelos quatro pólos (comunitário, ético, cultural, emocional, apresentados na figura).

3. Novos movimentos religiosos e espirituais na sociedade portuguesa
Vejamos, agora, como podemos aplicar esta proposta sintetizada na figura, aos grupos que identificámos na sociedade portuguesa, escolhendo alguns muito significativos, que justamente por serem muito diferentes entre si, ilustram sectores muito diferenciados da nossa sociedade. É, por um lado, o caso das Testemunhas de Jeová que integram um grupo muito representativo, em termos numéricos; é, por outro lado, o caso do Centro Lusitano de Unificação Cultural que pode ilustrar, de alguma forma, aquele a que com mais ou menos rigor, se costuma chamar movimento New Age.
Se olharmos para a figura, entre o pólo comunitário e o pólo cultural encontramos, então, grupos como as Testemunhas de Jeová, os Adventistas do 7o Dia, os Mormons (com matriz de referência cristã) e os Krishna (de matriz hinduísta).
As Testemunhas de Jeová não integram, propriamente um novo movimento religioso. Entre nós desde 1925 5, a sua resistência à integração completa aos valores da sociedade portuguesa e o seu fundamentalismo em relação à Bíblia, por um lado, bem como a sua disseminação (cerca de 45.000 crentes), por outro lado, tornam este grupo incontornável para quem pretenda estudar a nossa sociedade. Até porque não são recentes, constituem um excelente contraponto a outros movimentos que só surgiram na sociedade portuguesa depois da revolução de 1974.

Entre o pólo emocional e o pólo comunitário encontramos um segundo conjunto, composto pelos movimentos neopentecostais, quer de raiz protestante (Igreja Universal do Reino de Deus e Igreja do Maná), quer de raiz católica (Movimento do Renovamento Carismático). As práticas religiosas destas igrejas neopentecostais são fortemente emocionais. Nelas pode ocorrer a comunicação directa com o Espírito Santo e consequentes fenómenos de glossolalia (falar em línguas desconhecidas) 6.

A Igreja do Maná (1984) e a Igreja Universal do Reino de Deus 7 (1989) integram um movimento neopentecostal de raiz protestante e devem ser especialmente compreendidas no contexto da globalização. A Igreja do Maná foi fundada em Portugal, por Jorge Tadeu e, neste sentido, torna-se importante compará-la e aos seus crentes com a sua congénere brasileira e indagar se tem alguma especificidade. Ambas as igrejas são, no seu conjunto, bastante representativas do universo cristão não católico já que se estimam em 280.000 o número dos seus simpatizantes.

O movimento do Renovamento Carismático é um resultado de como o neopentecostalismo atravessou a Igreja Católica, não tendo, no entanto, dado lugar a uma nova igreja 8. Este movimento ocupa, assim, um lugar no campo religioso, entre o pólo emocional e o pólo comunitário, também preenchido pela IURD e pela Igreja Maná, ambas de raiz protestante.
Entre o pólo ético e o pólo emocional encontramos um terceiro conjunto, que em Portugal se encontra representado nos movimentos de tipo New Age (Nova Acrópole, Fraternidade Branca Universal e Centro Lusitano de Unificação Cultural, etc).
O Centro Lusitano de Unificação Cultural foi o grupo que escolhemos como mais importante para ilustrar a importância do movimento New Age, entre nós. Há mesmo quem o declare, “dentro do referencial New Age, o mais importante movimento criado em Portugal.” (Farias e Santos, 1999: 206).
Note-se que este trabalho de investigação incide sobre os movimentos religiosos ou com ideias de tipo religioso surgidos em Portugal nas últimas décadas. Assim, não pudemos, por exemplo, considerar a Sociedade Teosófica, que é vista, por alguns, como a matriz de onde, em tempos, surgiram os movimentos e as ideias de tipo New Age. Mesmo em Portugal, a Sociedade Teosófica aparece na década de 1920, isto é, antes do período temporal objecto deste estudo.
Deve salientar-se, ainda, que a catalogação como movimento New Age é rejeitada pelo Centro Lusitano de Unificação Cultural, sustentando que não se identifica com várias das respectivas características e atitudes, nomeadamente por, em comparação com a generalidade de grupos New Age 9, assumir uma abordagem mais mental, filosófica e de fundamentação das suas afirmações, bem como interesses definidamente científicos, artísticos, pedagógicos, etc. Rejeita qualquer apelo à ideia de fé no sentido de crença, enfatizando, em contrapartida, o valor da compreensão.

Este movimento surge, entre nós, em 1988 e é um dos raros grupos fundados em Portugal, por portugueses. Na sua última celebração do Plenilúnio de Junho, em 2002, juntou cerca de 2000 participantes, de vários países. A progressiva consolidação da sua actividade torna-se, principalmente, visível, quer nos cursos regulares que organiza, quer na publicação e tradução de literatura própria e com expansão internacional. Também este grupo deve ser estudado no contexto da globalização já que a sua expansão internacional só é superada pela Igreja Maná 10. O seu estudo torna-se incontornável para um melhor conhecimento das mudanças recentes da sociedade portuguesa, já que é característico das novas classes médias urbanas com um alto nível de instrução.

Será importante, ainda, salientar que a inserção entre um pólo ético e um pólo emocional não significa, de modo algum, e no caso do CLUC, a sobreposição das emoções à racionalidade, no sentido mais corrente desta palavra, como aliás se verifica nos movimentos de natureza neopentecostal (IURD, Maná, Carismáticos). Nestes últimos, tornam-se decisivas as emoções que são vividas, no grupo e ao limite, durante o ritual. (cf. Figura). Diversamente, no CLUC, verifica-se uma incorporação muito definida das ideias e valores na vivência quotidiana, tanto como prática existencial quanto como forma de ultrapassar dilemas e conflitos emocionais, concomitante com uma grande ênfase na liberdade e reflexão pessoal e na preservação das características individuais, dada a inexistência de padrões formais de pertença ou militância.

Finalmente, entre o pólo cultural e o pólo ético podemos incluir o movimento católico Nós Somos Igreja (1997). Em primeiro lugar, porque este movimento é, sem sombra de dúvida, o que melhor representa os ventos de mudança que animam o mundo católico, já que muito mais do que mudanças ao nível do ritual (mais emotivo, como acontece com os católicos Carismáticos 11), aí se preconizam mudanças ao nível dos valores e comportamentos, muito na linha do Concílio Vaticano II. São cinco os pontos principais que integram a sua Petição 12: 1) uma igreja fraterna; 2) uma igreja com uma nova atitude face às mulheres; 3) uma igreja onde os ministérios ordenados sejam reequacionados; 4) uma igreja que valorize a sexualidade; 5) uma igreja empenhada nos direitos humanos que valorize questões de ordem ética e moral.

Estamos conscientes de que os grupos escolhidos percorrem os mais representativos, os mais recentes e os mais ilustrativos (novos) movimentos religiosos que atravessam a nossa sociedade nas últimas décadas. Vejamos, agora, as razões que justificam a não consideração de outras igrejas ou grupos com vocação espiritual que existiram ou existem na sociedade portuguesa. Nas franjas do cristianismo são, sem dúvida, os grupos “outros cristãos” (IURD, Maná) que sofreram um aumento estatístico significativo, ao contrário dos grupos que integram o chamado “protestantismo histórico” (Assembleias de Deus, Baptistas, etc.), que em rigor não aumentaram 13. Além do mais, não há novidade nas propostas deste último grupo.

De notar, ainda, que outros movimentos, surgidos depois do 25 de Abril, como os pseudo-cristãos (Meninos de Deus, Moonies e Cientologia, por exemplo) e outros de mística oriental (Meditação Transcendental e Guru Maraji ji), não têm actualmente impacto significativo, entre nós 14.

4. O caso português: uma breve aproximação sociológica
Para finalizar, gostaríamos de fazer uma rápida contextualização sociológica do surgimento destes novos grupos religiosos e espirituais.
Em termos macro, importa-nos considerar os efeitos que têm, na sociedade portuguesa, a crise do Estado de Bem Estar, da estabilidade profissional e social, bem como a polarização social e o declínio da classe média baixa (G. Esping-Andersen, 1993). Estes aspectos tornam-se indispensáveis à compreensão de uma adesão tão significativa, entre nós, a grupos como a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Maná e as Testemunhas de Jeová. Importa-nos, então, compreender como determinados percursos de vida nos conduzem, nestes casos, a um conjunto de valores e representações que, de alguma forma são o resultado das sociedades industriais, ou melhor dizendo, do seu falhanço e das franjas da população que elas excluíram. Porque é de excluídos, do ponto de vista económico, social e simbólico que se trata. Não é por acaso que estas igrejas têm um impacto quase surpreendente, em sociedades muito marcadas pela exclusão (vg. América Latina).
Por outro lado, outro tipo de percursos de vida revelam-nos estratos mais favorecidos e cultos da sociedade. É o caso dos membros do Centro Lusitano de Unificação Cultural e do movimento Nós Somos Igreja onde encontramos valores próprios das sociedades de capitalismo avançado, típicas do norte da Europa (R. Dahrendorf, 1972). Esses valores são expressos na preocupação ou até no compromisso com os novos movimentos sociais, nomeadamente nos que respeitam aos direitos das mulheres, das minorias étnicas ou de orientação sexual, à protecção dos animais e da natureza (Claus Offe, 1985). Foram preocupações deste tipo - mais próximas do pólo ético - que encontrámos no Centro Lusitano de Unificação Cultural e no movimento Nós Somos Igreja (cf. figura).
Nota final
Não gostaríamos de terminar sem deixar aqui uma pista de reflexão. Vimos que a tendência de individualização que atravessa as sociedades ocidentais contemporâneas, bem como a sociedade portuguesa, implica uma maior liberdade de pensamento e escolha em termos espirituais. Tal tendência assenta, aliás, numa base social com direcção equivalente que se pode, aliás, confirmar na disseminação dos valores do individualismo sociológico. Será que uma tendência tão forte que aponta para a definição das escolhas pessoais de vida, bem como para preocupações de universalização ética, se compadece com a rigidez e a forte institucionalização, quer dos sectores mais conservadores da Igreja Católica, quer de outros grupos marcados pelo fechamento comunitário? Será que, nos nossos dias, a maior intensidade espiritual poderá ser compatível com a disseminação de grupos muito institucionalizados?

Teresa Líbano Monteiro
Licenciada e docente de Sociologia.
Doutorada do ISCTE

Referências bibliográficas:
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DAHRENDORF R. (1972), Classes et Conflits de Classes dans la Société Industrielle, Paris, Mouton.
ESPING-ANDERSEN, G. (ed.) (1993) Changing Classes, Stratification and Mobility in Post-Industrial Societies, Londres, Sage/International Sociological Association.
FARIAS, Miguel H.. e SANTOS, Tiago (1999) �Novos Movimentos Religiosos em Portugal� in Revista Sociedade e Estado, vol. XIV, o 1, Jan/Jun 1999, pp. 203-214.
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OFFE, Claus (1985), “New Social Movements: challenging the boundaries of institucional politics”, in Social Research, vol. 52, o 4, 1985, pp. 817- 868.
PAIS, J. Machado, “O que explica a religiosidade dos portugueses? Um ensaio de análise tipológica” in Pais, J. Machado (org.) Atitudes Sociais dos Portugueses 2 - Religião e Bioética, Lisboa, ICS,
SEMEDO, F. (1988) Os parasitas de Deus, Lisboa, Editorial Caminho.
TORRES, Anália (1998) Actas dos V Cursos Internacionais de Verão de Cascais (6 a 11 de Julho de 1998), Cascais, Câmara Municipal de Cascais, vol. 4, pp. 71 a 94.

Notas:
1 Usamos intencionalmente este termo por ser mais rigoroso falar em diversidade do que em pluralismo. Esta última expressão pressupõe ou sugere uma igualdade de direitos que não existe, na sociedade portuguesa, entre os diferentes grupos religiosos e espirituais e a Igreja Católica.
2 Este monolitismo, como é sabido, traduzia-se, em termos políticos, na legitimação do salazarismo pela Igreja católica (pelo menos até ao princípio da Guerra do Ultramar) e, em termos sociais, pela omnipresença da mesma Igreja. Actualmente a situação mudou substancialmente ainda que não por completo.
3 Para aferir que a prática dominical (ida à missa) é mais frequente na base e no topo da “pirâmide social” e muito menos frequente nos estratos intermédios (classes médias), cf. Manuel Luís Marinho Antunes, “Vida Religiosa” in José Machado Pais (coord.) (1998) Gerações e Valores na Sociedade Portuguesa Contemporânea, Lisboa, ICS.
4 Anália Torres (1999) Actas dos V Cursos Internacionais de Verão de Cascais (6 a 11 de Julho de 1998). Cascais: Câmara Municipal de Cascais, 1999, vol. 4 pp. 71 a 94.
5 As datas que vamos indicando, para cada grupo, são as do início da sua actividade na sociedade portuguesa.
6 Tal como os apóstolos, no dia de Pentecostes, saíram para anunciar, em todas as línguas, Jesus Cristo Ressuscitado, chamar à conversão e ao baptismo e curar os doentes.
7 Foi fundada em 1973, no Brasil, por Edir Macedo, hoje mais conhecido como bispo Macedo.
8 Nem tal seria possível no seio da Igreja Católica, sem risco de separação, ou seja de Cisma. Pelo contrário, desde o movimento da Reforma protestante que no seio da Igreja Reformada surgem novas igrejas. Por isso dizemos “as igrejas protestantes” (no plural) e “a Igreja Católica” (no singular).
9 Torna-se interessante notar que a necessidade de rigor na determinação do que a New Age é - e não é - se revela, também, no campo académico. Confrontada com esta dificuldade, Françoise Champion usa a sugestiva expressão ” a nebulosa místico-esotérica”. Cf. Françoise Champion, � La nébuleuse mystique-ésotérique � in F. Champion ; DaniÃL;�le Hervieu - Léger(1990), De lâ�™ émotion en religion- Renouveaux et traditions, Paris, Centurion.
10 Ainda que esta seja muito superior.
11 Os católicos carismáticos, porém, são muitíssimo conservadores em termos de valores sociais e, nomeadamente, familiares.
12 Por ser, talvez, menos conhecido de todos, referimos que o desenvolvimento dos cinco pontos principais da Petição do movimento internacional Nós Somos Igreja pode ser consultado na Internet.
13 Para o podermos afirmar, fizemos um exercício de comparação dos dados dos Censos, relativos à pergunta sobre religião.
14 Note-se, contudo, que nos final dos anos 70, alguns destes grupos (Meninos de Deus, Guru Maraji ji) tiveram uma implantação razoável em Portugal, com fixação em algumas “casas” próprias, nomeadamente na linha do Estoril (Semedo, 1988).

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