Dependência da Internet

Há cada vez mais pessoas que ficam horas e horas, todos os dias, ligadas à internet, mas raramente admitem que podem estar dependentes. Preferem chamar “vício” ou “mania” à vontade incontrolável de ficar no computador a trocar mensagens, a jogar ou a navegar com destino incerto. Mas a internet, tal como qualquer outra “substância” ou “actividade” que suscita prazer, pode causar dependência. São os sinais de privação do prazer, a tilintar no nosso cérebro, que nos impelem a repetir a “dose”.

O sexto continente

O inimaginável aconteceu. Podemos viajar pelo mundo inteiro, fazer amigos a milhares de quilómetros, sem sair da cadeira e com o esforço mínimo de um clique no botão do rato. A realidade há muito que superou a ficção. Nunca como hoje foi possível reunir o mundo inteiro através de uma só rede. Calcula-se que até ao fim deste ano a internet tenha qualquer coisa como 1,2 mil milhões de utilizadores, tornando-se o “continente” mais populoso do planeta e o “mercado” com maiores possibilidades de expansão.
Quando em 1946 foi inventado o primeiro computador digital electrónico – que pesava 30 toneladas e media nada menos do que 25 metros de comprimento e 5,5 metros de altura! - ninguém se atrevia a vaticinar que em tão poucos anos daria suporte à mais espantosa e revolucionária forma de comunicação. A internet aboliu fronteiras, tornou-se uma espécie de central de informação à escala mundial, em que cada um pode acrescentar o seu quinhão para a partilha global do conhecimento. Mais, a partir das nossas casas temos a possibilidade de trocar correspondência em tempo real, realizar videoconferências, “descarregar” filmes, música, jogos, fotos… e tudo quanto seja passível de ser convertido em bits. Cerca de três milhões de portugueses utilizam habitualmente a internet.
Os perigos deste “admirável mundo novo” estão à espreita (a ciberdependência, o isolamento, a ociosidade, o acesso a conteúdos prejudiciais…) e erguem-se como fantasmas, sobretudo na cabeça de muitos pais que vêem os filhos desligados dos afectos e ligados ao ciberespaço. Mas a internet não deve ser encarada como o lobo mau dos tempos modernos, que desencaminha as criancinhas para encontros suspeitos, nem como poço de perdição para adolescentes e adultos que se deixam encantar pelos jogos interactivos e pelos chats que lhes tiram o corpo à cama, sentados em frente ao computador pela noite dentro.

O risco de ciberdependência

Ainda não consta na classificação internacional de doenças, mas na última década a ciberdependência tem sido amplamente reconhecida como uma das novas dependências emergentes nas sociedades modernas, a par, por exemplo, da teledependência (dependência da televisão) e da oniofilia (dependência das compras). Obviamente, a utilização da internet, por si só, não vicia. O consumo excessivo parece instalar-se quando factores biológicos, psicológicos e sociais fragilizam o indivíduo, tornando-o mais susceptível de desencadear o processo interior da dependência. Uns ficam “viciados”, outros não. “Há pessoas que consomem e regressam ao seu comportamento normal, e há outras que após a exposição a um primeiro estímulo têm necessidade de realimentar o sistema. É como se o estímulo desencadeasse a necessidade de uma realimentação permanente. Dá-se o despertar de uma carga de excitação, de tal maneira geradora de satisfação e prazer pessoal, que a conduta tende a ser rapidamente repetida. Mas porquê umas pessoas e não outras? Não sabemos com rigor mas as pessoas que produzem quantidades elevadas de dopamina capazes de gerar o processo interior da recompensa tendem à repetição do consumo”, explicou recentemente o psiquiatra António Albuquerque*.
“O fascínio, o deslumbramento, o consumo excessivo instala-se quando há vulnerabilidade em pessoas com um certo tipo de personalidade: jovens com dificuldades de interacção social, de afirmação pessoal, de aceitação do corpo, que não se sentem atraentes, que têm medo do outro sexo… inseridos em famílias que têm défices de atenção em relação a estes problemas. Contudo, não há determinismo… a dependência pode estabelecer-se se o prazer de estar na net superar todas as outras recompensas que ele encontra no seu dia-a-dia. Se isso suceder, há uma grande probabilidade de se fixar como consumo aditivo, caso contrário, se houver maior atenção por parte da família, se houver um evento que contribua para a socialização do jovem, então isso funciona como contraditório, como elemento de redução do consumo”.
Geralmente, considera-se “ciberdependente” alguém que há pelo menos seis meses utiliza a internet mais do que três ou quatro horas por dia para actividades não relacionadas com trabalho ou estudo. Contudo, mais importante do que o número de horas, é avaliar as consequências negativas que a net pode estar a gerar no desempenho das tarefas do dia a dia, no contacto com a família e nas relações sociais. Quando se falta à escola ou ao trabalho, quando se deixa de estar com a família ou de sair com os amigos, só para estar na net…, verifica-se uma clara situação de dependência!
Muitos reconhecem o “vício”, até porque a ansiedade do consumo é demasiado evidente, mas quase sempre desvalorizam o risco. “Acham que de um dia para o outro podem resolver o problema, o que é falso, porque quando tentam não conseguem. É como o heroinodependente que diz que basta querer para deixar de se injectar”, comenta o psiquiatra. Só que não conseguem livrar-se do vício, “porque existem modificações cerebrais em determinados neurotransmissores e receptores que tendem a reproduzir o comportamento que é gerador de recompensa constante. Entramos no sistema das endorfinas (substâncias idênticas ao ópio, produzidas dentro do próprio organismo) e da dopamina, que são neurotransmissores que têm a seu cargo o desencadeamento de estados de prazer ou de atenuação de uma situação de dor”. Nos casos mais graves, o acompanhamento médico é fundamental.
Através dos testemunhos de três jovens – da Ana, do Zé e do Manuel – retratamos histórias reais que revelam estes excessos do mundo virtual. A procura de companhia, adrenalina, reconhecimento ou fama, tem levado muitas pessoas a ficar presas na “rede”.

“Refúgio para a solidão”

Durante vários meses, a Ana (nome fictício para salvaguardar a sua identidade) ficava, no mínimo, 8 horas por dia ligada à net. “Chegava a casa do trabalho e ia a correr para o computador”, lá ficava desde as 8 da noite até às 4 ou 5 da manhã “a conversar nos chats”. Ao fim-de-semana, “ainda era pior”, recorda, “começava depois do almoço e ficava até de madrugada, cheguei a estar 14 horas seguidas”! Quase não fazia intervalos para as refeições, comia sobretudo maçãs. “Nessa altura estava muito magrinha, tinha anorexia nervosa e estava a ficar preocupada porque, como ficava muito tempo acordada, sentia mais fome e tinha ataques de bulimia, estava outra vez a aumentar de peso…”. Maçãs para iludir a fome, cafés para matar o sono e a net para acabar com o celibato – era a receita da Ana aos 26 anos.
Sentia-se sozinha, apesar de viver com a mãe. Não conseguia perceber por que é que sendo “uma excelente rapariga, formada, com um bom emprego, que não fuma, nem bebe…”, ninguém a olhava doutra forma. “Tinha necessidade que alguém gostasse de mim, nunca tinha tido um namorado, as minhas amigas estavam todas emparelhadas ou a casar, comecei a ter um medo horrível de ficar para tia, ninguém me ligava…”, explica. Foi então que lhe instalaram o IRC e descobriu as potencialidades dos chats. Em poucos semanas, tinha uma lista de nicknames com quem mantinha contacto regular. “Era o efeito novidade, dizia quem era, o que fazia, a idade… para ver se havia algum tipo de identificação que permitisse ter uma conversa normal”. Ao contrário de muitos dos seus interlocutores, a Ana era sincera. “Eu não inventava e esperava que os outros fizessem o mesmo. Às vezes enviava a minha fotografia, o número de telemóvel…”. A grande decepção veio tarde de mais.
Encontros marcados no café à noite para conhecer ao vivo os amigos virtuais, a chuva de mensagens no telemóvel, que “às vezes mais parecia uma central telefónica” e a cabeça desalinhada das regras que sempre a pautaram… Surgiu então o tão desejado namorado, depois de muito teclar e de elogios que nunca imaginara receber. “Estava radiante, era o supra-sumo, finalmente tinha encontrado alguém que gostava de mim, achava eu…”, mas ao fim de um mês tudo se desmoronou. O suposto namorado “quis acabar, disse-me que não estava a dar… Senti-me horrível, achava que devia ter feito alguma coisa errada”. Afinal, descobriu depois, “ele andava naquela de experimentar várias ao mesmo tempo… senti-me enganada, nem se dignou a um pedido de desculpas, nada…”. Ficou com o coração destroçado e logo tentou melhor sorte, pela segunda vez através da net. “Outra desilusão… o segundo rapaz estava sempre a inventar desculpas, descobri que tinha outra namorada… só teve coragem de repor a verdade através da net. Essas duas pessoas devem ter pensado olha mais uma para a colecção e eu cai na armadilha…”.
É muito mais fácil deixarmo-nos enganar na net, alerta a Ana, “não podemos ler o olhar, a expressão do rosto, os gestos…” e o relacionamento precipita-se pensando que já se conhece bem a pessoa. “Quando se está viciado nos chats nem se consegue pensar, as emoções apoderam-se de nós”. Pelo menos, “serviu para abrir os olhos, hoje seria incapaz de voltar a fazer o que fiz”, disse com a voz firme e os olhos trémulos. “Quando mais se procura, menos se acha. Às vezes parece que é preciso desistir e depois, zás, aparece”. Foi assim que aconteceu com o seu “príncipe encantado”, que a ajudou a livrar-se da anorexia nervosa e da dependência da net.

“Perder a noção da realidade”

Está a tirar o curso de engenharia informática mas há muito que é assolado pela febre dos jogos de computador. “Sei lá… desde que me lembro de ser gente que jogo”, diz o Zé sob o olhar atento da namorada. Primeiro jogava sozinho “contra a máquina” com as consolas e afins, depois com os amigos e, desde há uns anos, através da internet com quem quer que esteja do outro lado. “Reconheço que é um vício mas agora controlo-me melhor, os dois primeiros anos da faculdade não correram grande coisa, tive que ter juízo e recuperar o tempo perdido”. Os jogos “roubam-lhe” em média três a quatro horas por dia.
Quem está habituado a estas andanças sabe como é tentador ficar a jogar dia e noite. “Quando há rankings é pior, estamos sempre naquela de conseguir melhor pontuação, de chegar mais longe, de ser reconhecido, de ser alguém…”. Cinco horas de treino intensivo por dia permitiram-lhe “passar nos testes” e entrar para o tão desejado clã dos Titãs e Poderosos, os trinta melhores do mundo, no Age of Empires II, um dos jogos de estratégia mais procurados na net. Mas isso foi à mais de um ano atrás. “Agora a pancada é outra»” comentou a Mariana, que tem acompanhado o processo. “Com o jogo Ultima On-line foi a desgraça completa, começou a falar uma língua muito esquisita com os colegas, não se percebia nada. Houve um dia em que lhe telefonei e ele contou-me que tinha sido assaltado, eu muito preocupada a perguntar como tinha acontecido e ele a dizer-me que lhe roubaram o cavalo! O cavalo?! Tinha sido era assaltado no jogo…”. Às tantas, confunde-se a realidade com a ficção.
“A pior fase”, relembra o Zé, “foi no Verão, como não tinha aulas e a minha namorada tinha ido para fora, passava o tempo todo a jogar, só desligava para dormir”. A mãe bem se queixou da falta de atenção mas «nem se apercebeu que eu ficava até às 4 ou 5 da manhã na net. O máximo que joguei num dia foi aí umas 14 horas”. Até mesmo para o Zé, ficar “siderado” neste jogo foi uma surpresa. “Comecei por não achar piada e quando me dei conta, todo o tempo livre que tinha era para jogar!” O Ultima On-line faz parte dos célebres Role Play Games, em que cada jogador cria e anima uma ou mais personagens. Numa cidade medieval imaginária, o Zé veste a pele de um mago guardião e de um guerreiro sanguinário. “A vantagem deste jogo é que dá para interromper e consigo mantê-lo debaixo de olho enquanto estudo… ou janto. Posso deixar as personagens a treinar uma determinada qualidade e ir controlando à distância”, esclarece. Sim, mas afinal quem é que controla quem?

“À falta de melhor…”

O Manuel também não quer ser visto como um “cromo dos jogos” mas a comparação é inevitável. Pelas mãos, garante, já lhe passaram mais de mil jogos. Sim, mil! “Só na minha secretária, neste momento, devo ter aí uns 20 mas no computador só tenho 3 instalados”. Isto porque o “computador é o mesmo e não tem capacidade para dar resposta a tudo”. Partilha a casa com o irmão e dois colegas, todos a estudar engenharias, “todos com os computadores ligados à ADSL com os limites a estoirar. Gravamos praticamente tudo da net: jogos, música, vídeos, software, etc.”
Há um ano e meio que se rendeu ao famoso Ultima On-line, ocupando três a quatro horas por dia, “mas há pessoas que têm aquilo ligado vinte horas por dia desde à quatro anos, vivem na net! O que me dá gozo neste jogo é a longevidade, há sempre coisas novas para ver e fazer”. A atracção pela adrenalina e pela velocidade leva-o também “a correr” os jogos de simulação de corridas de automóvel e, sobretudo, os de estratégia em tempo real. “Coordenar situações de guerra, movimentar tropas, dominar o adversário… já matei virtualmente muita gente”, disse entre risos, “mas olhe que não sou uma pessoa violenta”. Agora o vício acalmou. Antes de entrar para a faculdade “chegava a jogar sete horas, só parava para comer, havia dias em que não dormia porque os torneios eram pela noite dentro”, o que lhe valeu a entrada para o Top 10 do Action Quake. “Já na altura não era dos mais viciados”, disse o Manuel, recordando-se de um rapaz que esteve “27 horas seguidas a jogar, com uma caixa de cereais à frente” numa das lanpartys em que participou. Lanpartys são encontros que juntam ao vivo e em rede os aficionados dos jogos da internet. Há inúmeras ao longo do ano, em vários pontos do país.
A paixão pelos jogos começou ainda o Manuel não era adolescente. O pai bem tentou refrear o impulso, “bloqueava o teclado e guardava a chave num cofre quando saía de casa,  mas eu e o meu irmão conseguíamos tirar a chave e jogávamos às escondidas, sem ele saber”. À excepção da mãe, todos disputavam o lugar no computador… “Eu gosto de tudo quanto seja jogo, pratiquei ténis, futebol, natação… até entrei em competições de rádio-modelismo automóvel, com carros telecomandados”. Os jogos on-line continuam a ser uma tremenda tentação, “às vezes deixo o computador avariar de propósito… assim sou obrigado a largar os jogos, como tenho o portátil para estudar não tenho problemas”. Desde há algum tempo que procura estar mais com os amigos do que ligado à net. “Faço questão disso, os jogos não ajudam a ser sociável, quanto mais tempo se perde menos habilidade se tem para a vida real, as pessoas fecham-se muito. A sério, prefiro sair do que jogar, mas a vida em Lisboa é muito rápida, as pessoas nem sempre têm tempo para sair e também é preciso dinheiro… coisa que os estudantes têm pouco”. Os jogos preenchem-nos quando não temos melhor alternativa.

Tudo pela net

Centenas de jovens pelo mundo inteiro vivem literalmente em frente ao computador: deixaram de sair com os amigos, de ir ao cinema, de ler, de estudar, de trabalhar…;  alguns nunca saem do quarto, nem para comer nem para tomar banho! Preparam tudo de maneira a manterem-se a uma distância segura do computador, como se as suas vidas também estivessem presas por um cabo eléctrico. São casos extremos de um novo fenómeno, a ciberdependência ou ciberpatologia, cujo nome surgiu pela primeira vez no site www.netaddiction.com. Em França e na Alemanha já existem clínicas especializadas, embora o tratamento não exija meios sofisticados. No nosso país, os casos mais graves têm sido acompanhados nos serviços de psiquiatria de alguns hospitais.
Ainda estranhamos que um comportamento possa gerar o mesmo tipo de dependência que uma substância química. “A verdade, é que a dependência da heroína não será assim tão diferente da dependência dos jogos dos casinos ou das compras compulsivas. Uma mãe pode queixar-se que o filho está ligado tempo de mais à net mas não repara que ela mesma tem um comportamento aditivo em relação às compras, fica ansiosa e irritada porque há oito dias que não compra nada na Zara ou noutra loja qualquer! O mecanismo de dependência é rigorosamente o mesmo. Os estudos de imagiologia cerebral mostram claramente que há uma analogia entre a dependência comportamental e a química, as consequências é que diferem”, esclarece o psiquiatra do Hospital Júlio de Matos. Os jogos da internet podem tornar-se viciantes, mas temos um número impressionante de “viciados” em jogos institucionais, como o totoloto e o totobola. Somos muito mais dependentes do que possamos imaginar!
Apesar dos riscos, a internet abre possibilidades fantásticas de comunicação e partilha do conhecimento. A ciência e a tecnologia não param de nos surpreender com apetrechos cada vez mais reduzidos e sofisticados, que nos convidam a estabelecer contactos e ligações, num mundo virtual, com os outros. O nosso cérebro parece ser “ilimitado” na capacidade de processar a torrente de informação e de estímulos que nos chega em catadupa, mas espera que sejamos capazes de a saber gerir, estabelecendo limites e prioridades. É fácil ficarmos fascinados e deixarmo-nos perder no ciberespaço… mas para accionarmos a “cura” da dependência, temos de descobrir onde clicar… cá dentro.

Texto e fotografia:
Gabriela Oliveira
Licenciada em Comunicação Social

Teste

Está viciado na internet? Até que ponto está a ficar dependente do ciberespaço? Adaptámos o Teste de Bill Gaultiere (que pode encontrar em www.christiansoulcare.com) para que possa avaliar o risco de ciberdependência. Tome nota das suas respostas a estas perguntas…
Solitário: É mais fácil para si conversar on-line do que falar pessoalmente com os outros? Fica mais do que três horas por dia sozinho na net em actividades não relacionadas com trabalho?
Uso não premeditado: Acaba por utilizar a internet mais do que pretende? A família, os amigos ou a sua “consciência” alertam-no para o uso excessivo ou indevido da internet?
Esquecimento: Quando está na net perde a noção do tempo? Em consequência disso já faltou a encontros ou negligenciou compromissos?
Distracção: Quando não está on-line, fica distraído a pensar ou a fantasiar com a net? O seu aproveitamento na escola ou no trabalho diminuiu devido ao uso da internet?
Dependência: Já tentou, mas não conseguiu, diminuir o tempo ou as actividades on-line? Sente-se vazio, deprimido ou irritado quando não pode aceder à internet?
Aumento da tolerância: Procura cada vez mais a net? Para se sentir bem, tem necessidade de ficar mais e mais tempo on-line?
Ocultar: Esconde ou mente sobre o que faz na internet? Ou sobre quanto tempo lá passa?
Tranquilizante: Sente excitação ou alívio quando está on-line? Liga-se à net porque está aborrecido, sozinho, deprimido, ansioso, zangado ou chateado com alguém?
Resultado: Se respondeu Sim a alguma das perguntas… é possível que possa vir a ter um problema. Se tem quatro ou mais respostas afirmativas, é quase certo que está dependente e que necessita de apoio médico.

Notas:
•    Excerto de uma entrevista a António Albuquerque publicada na Notícias Magazine (revista do Diário de Notícias/ Jornal de Notícias), de 06-03-2005, págs. 24-32, realizada por Gabriela Oliveira

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