Para Quê Estudar Teosofia?

Uma Carta de Geoffrey Farthing Sobre Radha Burnier

No dia 30 de Maio de 2004 Geoffrey Farthing desencarnou aos 94 anos de idade. Nunca tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, não obstante ter-me ele convidado duas vezes a passar algumas semanas em sua casa em Inglaterra. O nosso contacto com ele começou em Dezembro de 1994, quando a minha esposa Maritza Forgách lhe enviou um cartão de Natal. A partir desse momento, iniciou-se entre nós uma intensa comunicação epistolar que continuou por quase dez anos até ao final da sua vida. Ainda recordo que, numa das suas primeiras cartas, nos dizia que havia chegado à madura idade de 84 anos.

O nosso interesse por Geoffrey surgiu primeiro devido à sua “Blavatsky Trust”. Sabíamos que havia produzido alguns vídeos sobre Teosofia. Através das suas primeiras cartas, prontamente nos demos conta de que, por essa data (1995), ele já havia escrito um bom número de livros, folhetos e artigos importantes. 1

Nessa época, a minha mulher e eu éramos membros da Sociedade Teosófica Adyar. Desde 1983 que nos tínhamos filiado na Loja Blavatsky S. T. Adyar, de Sydney, Austrália, e aquando do nosso regresso ao México fizemos contacto com a Secção mexicana da Sociedade Teosófica Adyar. Por esse tempo, estávamos plenamente conscientes dos grandes desvios que havia sofrido a Sociedade Teosófica Adyar e a grande diferença que existe entre a Teosofia original ou clássica, exposta por HPB e seus Mestres, e a assim chamada Teosofia da segunda geração, a qual não é outra coisa senão um tipo de pseudo ou neo teosofia gerada dentro do seio da Socieade Teosófica de Adyar pela senhora Annie Besant e o senhor Leadbeater, e continuada, apoiada e cada vez mais desvirtuada por dirigentes até aos dias de hoje. Nas primeiras cartas que enviámos a Geoffrey, fizemos algumas alusões a respeito e tivemos a agradável surpresa de saber, pelo próprio Geoffrey, que ele coincidia plenamente com o nosso ponto de vista, e que efectivamente levava anos de luta dentro da Sociedade, tentando fazê-la voltar à sua pureza original de objectivos e Programa

Durante os dez anos que durou a nossa correspondência, Geoffrey demonstrou ser um Teósofo muito fiel a HPB, e fiel também à organização Teosófica a que pertencia – se bem que essa fidelidade não o cegava, e estava consciente dos seus desvios e da necessidade de nela se efectuarem grandes reformas. Geoffrey foi amigo de muitos teósofos sem distinção alguma devida às sua respectivas filiações teosóficas. A carta de Geoffrey de 12 de Outubro de 1999, cuja tradução apresentamos mais adiante, está intimamente relacionada com a sua luta a bem da Sociedade Teosófica Adyar, não obstanteesta o ter visto, na melhor das hipóteses, como uma espécie de João Baptista pregando no deserto ou, na pior, como uma incómoda espinha nas suas costas.

Desde a juventude que Geoffrey Farthing caminhou em busca da verdade. Durante a época em que estudava como engenheiro eléctrico, e através de algumas leituras, inteirou-se da existência das Bibliotecas da Sociedade Teosófica (Adyar), onde se deparou com uma considerável quantidade de conhecimento a explorar, e utilizou todo o tempo livre que lhe deixavam os seus estudos de engenharia, lendo o material esotérico da biblioteca. Durante essa época, alistou-se no Exército Territorial como voluntário e, em 1939, foi chamado ao serviço activo, com o começo das hostilidades da Segunda Guerra Mundial. Foi mobilizado par o Corpo de Comunicações, onde ensinou rádio telecomunicações, e nunca participou em combate. Ao finalizar a guerra, permaneceu um ano mais no exército e, durante todo esse ano, pôde estudar a Doutrina Secreta de Helena Blavatsky. Dxou o exército com a patente de Major. Ao voltar à vida civil, prontamente ingressou na loja Teosófica de Leeds da S. T. Adyar. Foi eleito Secretário Geral da Secção inglesa pelo período 1969-72. Funcionou durante um tempocComo membro do Comité Executivo da Federação Teosófica Europeia. Durante os anos 70 do século vinte, realizou uma digressão de conferências e de contactos teosóficos pelos Estados Unidos e Canadá.

O seu primeiro esforço para reorganizar a Sociedade e eliminar alguns dos elementos estranhos introduzidos pelo senhor Leadbeater e pela Senhora Besant foi o seu Open Letter to the Outer Heads of the Esoteric School of the Theosophical Society (Carta Aberta às Cúpulas Externas da Escola Esotérica da Sociedade Teosófica), a partir de Lake Farm, Yorkshire, Inglaterra, em Novembro de 1976. O objectivo da sua Carta Aberta era propor uma reestruturação da assim chamada “Secção Esotérica”. A seguir darei unicamente alguns excertos dessa longa carta dirigida ao senhor Taimni:
“Talvez o senhor tenha conhecimento de que, ao longo dos anos, mantive comunicação com os seus predecessores e outras cúpulas da Escola Esotérica a respeito da sua relação e influência sobre a Sociedade Teosófica. O senhor saberá que eu não sou membro da Escola Esotérica. Sem embargo, conheço os aspectos mais importantes dos ensinamentos e práticas da Escola… Tenho-me empenhado consideravelmente em ler a história do Movimento Teosófico… Cheguei à Sociedade depois da Guerra, depois de haver levado a cabo uma leitura bem ampla da literatura filosófica e espiritualista, e dediquei um bom número de anos a ler principalmente o tipo de literatura “Besant/Leadbeater”. Isto formou o meu primeiro ponto de vista do que era a Teosofia. À luz dos pronunciamentos do senhor Jinarajadasa, e posteriormente do senhor Sri Ram, formei, inclusivamente, o ponto de vista de que, no melhor dos casos, a Teosofia estava mal definida e que, inclusive, não era susceptível de definição. Isto me conduziu ao ponto de vista de que, em grande medida, para não dizer completamente, a Teosofia era um assunto de opinião, o qual parece ser ainda o ponto de vista comum dos líderes e membros da Sociedade. Nessa época não me havia ocorrido que eles estavam confundindo duas coisas: (a) a Teosofia, e o que eles pensam que ela é, e (b) os objectivos da Sociedade, que permitem liberdade de opinião e de crença a todos os membros.

Apesar disso, em anos posteriores, começando com o estudo das Cartas dos Mahatmas a A. P. Sinnett, e conciliando-o com A Chave da Teosofia, A Doutrina Secreta, Ísis [Sem Véu], e os Escritos Coleccionados de HPB, alterei radicalmente a minha perspectiva em relação ao que é a Teosofia, em particular no que concerne às afirmações completamente categóricas feitas a este respeito por HPB [Helena Petrovna Blavatsky] e os próprios Mestres. Estas de nenhum modo permitem o ponto de vista de que a Teosofia seja uma questão de opinião. Para eles, a Teosofia é uma ciência exacta tão susceptível de verificação em todos os seus diferentes aspectos como o são as doutrinas de qualquer outra ciência, contanto que se as enfoque da maneira correcta e que se utilizem os métodos correctos com perseverança. Por outro lado, descobre-se que os pontos de vista enunciados depois da morte de HPB são, em muitos aspectos, completamente contraditórios ao que disseram os Mestres. Por exemplo, muitas das descrições do Plano Astral, as nossas actividades durante o sono, os estados depois da morte, a natureza dos fenómenos espiritualistas, a personalização do Manu, o Cristo, Maitreya, etc., de nenhum modo podem ser reconciliados com o que os Mestres ensinaram sobre estes temas. De maneira similar, muitos membros com tendência religiosa têm chegado a considerar as suas teologias religiosas, se elas incluem os ensinamentos de Karma e Reencarnação, como se fossem Teosofia, enquanto que isso está muito longe da verdade.” (Open Letter, op.cit. p.2)

Esta primeira proposta de Geoffrey Farthing foi ouvida mas, ao mesmo tempo, completamente ignorada. A partir daí Geoffrey dedicou os seus esforços a difundir e explicar a verdadeira Teosofia por meio de livros, folhetos e vídeos, estes últimos através da sua “Blavatsky Trust”.

Havia começado o “esforço” da LOJA, para o último quartel do século vinte, e Geoffrey Farthing foi um dos seus trabalhadores que actuaram visivelmente no mundo. Ele não foi um Iniciado, ou um chela mas, sim, simplesmente, um Teósofo que trabalhou pela Causa e que soube vibrar com a nota chave proveniente de “mais além da Grande Cordilheira”.

O Manifesto de Geoffrey Farthing

Ao acercar-se o fim do século vinte e a um ano de se encerra o ciclo dos 5 100 anos da Kali Yuga, em 1996, Geoffrey enviou ao Conselho Geral de Adyar, e a um grande número de membros dessa Sociedade Teosófica em todo o mundo, um documento que denominou O Manifesto, datado de 15 de Novembro de 1996, o qual fez acompanhar com um importante ensaio intitulado: O Duplo Etérico?, Efeitos Transcendentes de um Pressuposto Falso.

Em O Manifesto, Geoffrey faz primeiro uma breve resenha Histórica. Descreve a importância da obra de HPB, passa revista à influência de Besant, Leadbeater, e Krishnamurti, analisa a teosofia do que ele chama a segunda geração mostrando a suas discrepâncias com a Teosofia, fala do estado presente da Sociedade e do seu futuro, e propõe entre outras coisas:
A erradicação do “fazer crer” produto da influência de Leadbeater, em todos os âmbitos, incluindo a literatura.
A separação da Sociedade de qualquer outra organização, como a Igreja Católica Liberal e a Co-Maçonaria.
Um exame consciencioso de toda a literatura que pretende ser “teosófica”.
Manter e promover os três objectivos da Sociedade, além de uma activa promoção da Teosofia tal como foi dada pelos Mestres.
Não ser parte das actividades legítimas da Sociedade o comercialismo sob qualquer forma.
Dever ser examinado o profissionalismo na Sociedade.

O Manifesto foi recebido de maneira muito fria pelas autoridades da Sociedade, e foi repudiado pelo Conselho Geral Internacional de Adyar em 25 de Dezembro de 1996, aduzindo o argumento de “a liberdade de pensamento”, se bem que o Conselho não tenha abordado os principais argumentos e propostas do Manifesto, os quais nem sequer mencionou.

No ano seguinte, com data de 31 de Julho, Geoffrey voltou a enviar desta vez um Suplemento 1997 ao Manifesto 1996: Acerca do Futuro da Sociedade Teosófica. Na sua carta de apresentação diz o seguinte:

“Tendo em conta a importância que deve dar-se à sã e apropriada continuação da Sociedade Teosófica no século vinte e um, é surpreendente a pouca atenção que foi dada ao Manifesto enviado o ano passado. A resposta tem sido muito débil. É quase como se tivesse havido uma conspiração de silêncio, em termos de ‘não façam caso, que passará’. Desafortunadamente os acrescentos fora de lugar, na forma presente da Sociedade, não parecem desaparecer ou sequer mudar. Contudo, a questão é saber se realmente ela está a cumprir com a função para que foi criada, ainda que toda a evidência pareça indicar que não”.

No final do suplemento 1997 ao manifesto 1996, Geoffrey resumiu a sua proposta:

Para além dos seus três Objectivos, a intenção com que foi organizada a Sociedade foi a de propagar um conhecimento da Teosofia. Teosofia é o ensinamento apresentado por HPB e os Mestres de Sabedoria.
HPB foi injustamente expulsa de Adyar. Havendo sido comprovada a sua inocência, ela tem direito a que a sua memória seja ressarcida e reabilitada, o que significa que os seus ensinamentos (e os dos Mestres) sejam restabelecidos.
Nem Krishnamurti nem os seus ensinamentos têm nada que ver com a Teosofia não obstante os méritos que possam ter. (Suplemento 1997 ao Manifesto 1996, p.9)

Ao anterior, o Conselho Geral de Adyar respondeu o que se segue:

Sociedade Teosófica Adyar
Chennai 600020
Índia

Reunião do Conselho Geral Internacional
Adyar, 25 de Dezembro de 1997

“O manifesto do senhor Geoffrey Farthing”.

“O senhor Farthing havia feito circular um ‘Suplemento 1997’ ao seu Manifesto 1996. A vice-presidente, Miss Mary Anderson, como representante de Miss Hoskins, leu uma passagem de uma carta que expressava o seu apoio ao Sr. Farthing. Depois de uma consideração cuidadosa, o Conselho Geral confirmou que não havia razão para mudar o ponto de vista que se havia tomado na reunião de Dezembro de 1996, o qual se reproduz a seguir como referência:

‘O consenso foi de que a liberdade de pensamento implica necessariamente um horizonte amplo de pensamento e percepção.

A crença de que os escritos de HPB e as Cartas dos Mahatmas constituem a única fonte da mensagem que a Sociedade Teosófica deve promulgar, não se pode impor aos membros na medida em que tal limitação é contrária à liberdade de pensamento…’

(Extractos da Acta do Conselho Geral Internacional, de 25 de Dezembro de 1997).

“Para Quê Estudar Teosofia?!”
Foi deste modo que se encerrou o ciclo dos 5100 anos da Kali Yuga sobre a Sociedade Teosófica Adyar. Passados 112 anos de HPB ter sido expulsa de Adyar, o Conselho Geral não aceitou dar-lhe de novo as boas vindas, e preferiu, sob pretexto da liberdade de pensamento, continuar a estudar os seus autores favoritos: Annie Besant, C. W. Leadbeater e Krishnamurti.

Ante a sua aparente derrota, Geoffrey Farthing não se deu por vencido e, em 1999, aproveitando uma visita da Senhora Rhada Burnier a Inglaterra, concertou um encontro com ela para lhe expor directamente o seu ponto de vista sobre a Teosofia e as reformas que era necessário efectuar na Sociedade para limpá-la dos elementos estranhos introduzidos por Leadbeater e Annie Besant durante o mandato da última. A essência desta conversa ficou registrada na carta de Geoffrey Farthing de 12 de Outubro de 1999, para mim enviada, e que reproduzo a seguir:

“12 de Outubro de 1999
36 The Mount
FETCHAM. SURREY
KT 22 9EA
ENGLAND
Querido Ramón,

Muito obrigado por me enviares uma cópia da tua longa carta de 13 de Março. Não me recordo de a ter recebido mas lembro que me disseste algo acerca do sacerdote da Igreja Católica Liberal no Brasil e das suas actividades subversivas. Onde terei escutado esta história?
(…)
Depois da nossa ‘escola de Verão’ aqui, estive conversando um pouco com Radha, muito amigavelmente. Tratei de que ela ficasse ciente do meu ponto de vista acerca da Teosofia; mas não tive êxito. No entretanto, ela perguntou-me: ‘Porquê estudar Teosofia?’ (dos Mestres, naturalmente). Eu fiquei atónito. Logo me dei conta de que ela me fazia a pergunta de maneira inocente e sinceramente – e também compreendi, depois, que ela nunca soube o que [a Teosofia] é! Nem tão pouco o seu pai, nem nenhum Presidente desde a metade do período em que Besant esteve no poder. O estudo dos clássicos originais parece ter-se estancado ao dar-se conta que os Mestres ‘a haviam deixado ir-se (à Sociedade!)’. Sem dúvida que recordarás a carta Nº60 na edição das Cartas dos Mahatmas editadas por Jinarajadasa (Carta 47 na 4ª Edição) 2. De qualquer modo, fiz um longo artigo acerca de ‘Porquê estudar Teosofia’ e enviar-te-ei uma cópia.
A propósito, eu disse à Radha que Krishnamurti nunca conheceu o que era a Teosofia! Ela nem sequer pareceu surpreender-se. Penso que a Radha é uma política muito circunspecta, que se sente obrigada a manter uma tradição que ela herdou. O seu pensamento privado parece ser mais liberal.

Estou de acordo contigo acerca da influência da S.E. [Secção Esotérica]. Necessita uma reforma ou a Sociedade nunca poderá estar realmente sã.
Estou a enviar-te uma cópia de uma carta aberta que escrevi em 1976 em relação à S.E.. A maior parte nela ainda é valida.

Desejo-te o melhor em tudo o que estás tratando de fazer. É uma tarefa árdua, permanentemente – há tantos factores antagónicos!

O meu carinho para Maritza e para ti.

Teu
Geoffrey.”

Qualquer pessoa totalmente alheia ao Movimento Teosófico haveria ficado ainda mais surpreendida ao escutar a ingénua e sincera pergunta da senhora Burnier. Como é possível que a máxima autoridade de uma organização que leva o nome de Sociedade Teosófica se pergunte: para quê estudar Teosofia? É como se o presidente da National Geographic perguntasse: para quê estudar geografia? Estas quatro palavras pronunciadas pela senhora Burnier são mais eloquentes que qualquer discurso que ela pudesse fazer. Além disso, ela não é a única a pensar assim dentro da Sociedade Teosófica Adyar, já que é um enfoque compartilhado pela maioria dos seus dirigentes, e muito particularmente pelos membros da assim chamada Secção Esotérica, os quais controlam a Sociedade; e pelo pequeno grupo de sacerdotes da Igreja Católica Liberal, herdeiros de Leadbeater, que por sua vez controlam a Secção Esotérica. Que coisa mais ridícula, que coisa mais contrária aos propósitos dos Mestres, uma Sociedade controlada por clérigos; e o pior do caso é que o membro comum e corrente da Sociedade Adyar está aí de boa fé, e desconhece em absoluto este facto 3!

Enquanto continue este círculo vicioso de poder e controle sobre a Sociedade Teosófica Adyar, será impossível que ela retorne ao estudo da TEOSOFIA tal como foi dada ao mundo pelos Mestres através da sua mensageira HPB.

Por desgraça, muitos homens e mulheres que andam em busca da verdade, e que se filiam a esta organização pensando que ela é A Sociedade Teosófica original, desconhecem completamente a sua história.

J. Ramón Sordo
Arquitecto com pós-graduação em Urbanismo na Universidade de Lovaine, na Bélgica. Estudante de Teosofia há 22 anos. Co-Fundador e Presidente da organização “Fundación Blavatsky: Fraternidad Teosófica A.C.” (no México). Presidente de “Blavatsky Editorial, A.C.” (também no México); Editor e Tradutor (para Espanhol) da revista “Atma Vidya”, entre 1993 e 1997; Tradutor e Editor de vários livros Teosóficos

Notas:
1 Entre as principais obras de Geoffrey Farthing cabe mencionar Theosophy: What’s All About, Theosophical Publishing House, London, 1967?; An Outline of Ancient Wisdom, The Blavatsky Trust, London (La Teosofía Religión de la Sabiduría, Blavatsky Editorial, México, 1997); When We Die, Point Loma Publications, San Diego, Cal., 1994; Exploring the Great Beyond, Point Loma Publics, San Diego, Cal.; After Death Consciousness and Processes; Point Loma Publicashions, San Diego, Cal.; Deity, Cosmos and Man, Point Loma Publicashions, San Diego, Cal., 1993 (La Deidad, el Cosmos y el Hombre, Blavatsky Editorial, México, 1998); The Etheric Double?: The Far-reaching Effects of a False Assumption, Edição de autor, Fetcham, Surrey, 1995 (El Doble Etérico?: Efectos Trascendentes de un Supuesto Falso, Blavatsky Editorial, México, 1998); Why Study Theosophy? Carta publicada pelo autor, Fetcham, Surrey, 1999 (também em Português trad. Por C. Aveline); Modern Theosophy Origins and Intentions: A Trilogy, Theosophical Publishing House, London, 1999; Aspects of Divine Law, The Theosophical Publishing House, London, 2001; Theosophy: Its Beneficent Potencialities (The Blavatsky Lecture, Sunday, 29 July 2001), The Theosophical Publishing House, London, 2001; The Right Angle: H. P. Blavatsky on Masonry, The Theosophical Publishing House, London, 2003; “Foundations”: The Kabala and Theosophy, The Theosophical Publishing House, The Philippines, 2004; Theosophy: Its Terminology (obra inconclusa que Geoffrey Farthing estava a escrever quando morreu em Maio de 2004).
2 Letters From the Masters of the Wisdom, First Series. Transcribed and Compiled by C. Jinarajadasa. The Theosophical Publishing House, Adyar (1919) Sexta impressão, 1973, Carta Nº47,pp. 100-103.
3 A posição dos Mahatmas a respeito dos sacerdotes e da casta sacerdotal é muito clara e contundente: “Sempre estará muito longe dos nossos pensamentos o erigir uma nova hierarquia para a futura opressão de um mundo dominado por clérigos”; “E agora, tendo devida conta dos males que são naturais e que não podem evitar-se – e são tão poucos que desafio a toda a hoste de metafísicos ocidentais a chamar-lhes males ou a demonstrar que provêm directamente de uma causa independente – dir-lhe-ei qual é a maior, a principal causa de cerca de dois terços dos males que perseguem a humanidade desde que esta causa se tornou um poder. É a casta sacerdotal, o clero e as igrejas; é nestas ilusões, que o homem vê como sagradas, que ele deve procurar a fonte daquele sem-número de males, que é a maldição da humanidade e que quase domina totalmente o género humano. A ignorância criou os Deuses, e a astúcia aproveitou a oportunidade (Cartas dos Mahatmas a A. P. Sinnett).

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