O vegetarianismo em Portugal já tem barbas brancas

No dia 14 de Junho de 1912, uma multidão reuniu-se no salão nobre do Ateneu Comercial do Porto, um dos mais importantes pontos culturais da cidade. Conforme reporta O Vegetariano, o salão estava “repleto da melhor sociedade portuense, inclusive das mais distintas e formosas damas.” Tinham ido ouvir o escritor aveirense Jaime de Magalhães Lima (1859-1936) a discursar sobre vegetarianismo.

 “Tem os seus pergaminhos o vegetarismo. Não é uma doutrina nascida de ontem”, começou por dizer o célebre tolstoiano de longas barbas brancas. Ele deslocara-se propositadamente da sua Quinta de São Francisco, no Eixo, onde vivia retirado, entre a literatura e a plantação de eucaliptos, para apresentar aos portugueses os argumentos a favor do vegetarianismo dos pensadores Antigos e Modernos, desde os filósofos pitagóricos até Richard Wagner e Élisée Reclus. Vegetariano por motivos de ordem moral, declarou perante a sua audiência:

 

Dobrámos o cabo das Tormentas, escravizámos o índio, e ameaçando a terra, o mar e o mundo, tudo calcámos vitoriosos e em nossos triunfos nos glorificámos. Se porém me fosse dado escolher entre a sorte do vencedor e a do vencido, diria, com pena de incorrer em acusação de traição ao amor da pátria, que a todas as nossas glórias, que são muitas, sem embargo, e brilhantes, eu preferiria que como na Índia do século XVIII, três milhões de portugueses tivessem a coragem, que o índio teve, de preferirem morrer de fome a matar os animais seus companheiros e seus servos e amigos.

Não sei de maior grandeza na história. Não sei de exemplo de mais sublimada moralidade duma raça, de mais grandiosa, perfeita e absoluta imolação ao amor, a este amor que é a essência da vida, a razão de ser da nossa existência, o padrão único por que se pode aferir a grandeza humana, «o começo de todo o pensamento digno deste nome» na feliz expressão de Carlyle.

Heroísmo por heroísmo, o desses vencidos que maltratámos, foi infinitamente superior às façanhas militares de que tanto nos orgulhamos.”

 

Jaime de Magalhães Lima, o Tolstói lusitano (como lhe chamou Ângelo Jorge), foi o presidente honorário da Sociedade Vegetariana de Portugal, e a sua conferência, O Vegetarismo e a Moralidade das raças, fez parte da Biblioteca Vegetariana, uma colecção de livros editada por aquela Sociedade.

Mas, um salão repleto de portugueses interessados no vegetarianismo? Uma Sociedade Vegetariana? Há 100 anos atrás? É verdade! Mesmo em Portugal, o vegetarianismo tem os seus pergaminhos.

Ainda no século XIX, encontramos o Visconde de Figanière (1827-1908), escritor, ministro plenipotenciário em S. Petersburgo e membro da Sociedade Teosófica, a fazer a apologia do vegetarianismo no seu livro Estudos Esotéricos: Submundo, Mundo e Supramundo. Ele escreveu que a carne é perfeitamente dispensável e que sem condimentos é repugnante ao paladar. Respondeu também à célebre desculpa de que se não comêssemos os animais estes inundariam o mundo e acabariam por nos suplantar: “Não fomentasse o homem a criação dos animais, como costuma fazer por interesse próprio, e os indivíduos não se multiplicariam desordenadamente. A economia da natureza é governada por leis que, sem a interferência humana, não dariam no desequilíbrio que muitas vezes se observa.”

Parece também que as receitas vegetarianas já despertavam algum interesse, já que, em 1896, apareceu em Lisboa o livro A Alimentação Segundo a Natureza: Tratado Theorico e Prático de Cosinha Vegetariana, versão portuguesa de uma obra de Eduard Baltzer.

Mas foi no Porto, na primeira década de novecentos, que nasceu um movimento vegetariano organizado, que depressa se expandiu por todo o país e para fora dele.

 

Pastéis de vegetais iniciam revolução vegetariana

Em 1909, o professor Manuel Teixeira Leal, sentiu-se vexado ao ler aquela carta vinda da Rússia. Tinha sido escrita por um indivíduo que estava incumbido pela Sociedade Vegetariana de Moscovo de fazer um almanaque com a literatura vegetariana de todos os países. Ele pedia ao professor “todos os informes para tal fim”, mas, enquanto em quase todo o mundo havia a representarem o vegetarianismo associações, jornais, restaurantes, etc., em Portugal só havia traduções, e nenhuma publicação original, nenhuma associação, nenhum restaurante. Convocou logo uma reunião com os vegetarianos Marcos Pinheiro da Fonseca, Eduardo de Lima Lobo e Jerónimo Caetano Ribeiro. Comeram “gostosos pastéis de vegetais, regados com infusão de bolota”, e decidiram fundar uma revista vegetariana mensal, de pequeno formato e pequena tiragem. Foi assim que nasceu o mensário naturista O Vegetariano. E, embora tenha sido inicialmente distribuído gratuitamente, começou a conquistar cada vez mais assinantes. (Em 1925 eles diziam ter “perto de 6.000” leitores!)

Os fundadores do periodicismo vegetariano em Portugal rapidamente convidaram para fazer parte do comité o Dr. Amílcar de Sousa (1876-1940), que tinha entretanto publicado pela imprensa artigos a favor do naturismo. Com este médico, em 1911, no Porto, fundou-se a Sociedade Vegetariana de Portugal, e O Vegetariano passou a ser o seu órgão. Através deste mensário a Sociedade Vegetariana de Portugal fez a apologia da vida campestre e do cultivo de árvores de fruto (que proporcionariam alimento aos naturistas), exaltou os benefícios do banho de sol diário, aconselhou curas sem remédios químicos nem operações, publicitou o “calçado higiénico”, o pão integral e o vinho sem álcool, publicou receitas vegetarianas, fotografias e testemunhos dos leitores, artigos e poemas.

O Vegetariano contou com a colaboração de diversos escritores notáveis. Jaime de Magalhães Lima contribuiu durante vários anos com artigos. O escritor portuense Ângelo Jorge (1883-1922) foi durante os dois primeiros anos o secretário da redacção do mensário. Autor da novela naturista Irmânia, publicada em 1912 (e reeditada em 2004), reflectiu no artigo O meu vegetarismo: “Não se devoram já os homens mutuamente, é uma verdade. Mas devoram-se animais. Acha-se bárbaro e repugnante dar a morte a um homem com o fito de se lhe comer a carne, mas julga-se naturalíssimo e agradável matar uma ave, um boi, um carneiro ou um coelho, com o mesmíssimo fim de os devorarmos sem piedade.” Luís Leitão (1866-1940), director da Revista do Bem, foi outro insigne colaborador. Amílcar de Sousa escreveu que “é merecedor de que todos os portugueses conheçam este ilustre varão de Plutarco, meritoriamente encaminhado a divulgar o pacifismo, o feminismo, a zoofilia, etc.” E, de facto, ele foi um individuo impressionante e os seus artigos são dos mais notáveis publicados no mensário. Numa ocasião perguntou: “Há, de facto, coisa mais incrível e monstruosa que esta de criar animais, não por eles mas por nós; não pelo que a vida pode ter e tem de agradável para eles, mas sim pelo que eles têm de saboroso para nós?!” Ele pensava que enquanto se comer carne, “jamais a moralização dos homens será conseguida. Com ela, isto é: na vigência do regime actual de alimentação, consegue-se quando muito, umas aparências de moral que de pouco servem, como aliás se está vendo.” Entre os seus excelentes artigos destaca-se esta passagem:

 

Os animais têm todos a sua vida própria e nenhum deles jamais nasceu para alimentar o homem; este é que pensa quase sempre não ter nascido para outra coisa que não seja comer, e assim, depois de ter provado de tudo, quis também ensaiar a carne e fê-lo, e, como gostasse, continuou, sendo muito para supor que um dia faça o mesmo ao seu semelhante que, de resto e figuradamente, há muito já que vem comendo.”

 

Em 1914, O Vegetariano anunciou o casamento naturista de Jerónimo Caetano Ribeiro, editor do periódico a partir de 1914, com a “mais gentil e mais formosa frugívora de Portugal”, D. Julieta Adelina Menezes Rodrigues Ribeiro. “Em sua habitação”, informa o mensário, “só se abrirá a porta para receber frutos. Não baterá à aldraba a peixeira com o seu pescado na canastra, a cheirar a putrefação. E os homens do talho não terão lá quem lhes ajude à carnagem vil, comprando-lhes os despojos cadavéricos.” Julieta contribuiu para a Biblioteca Vegetariana com o livro Culinária Vegetariana, Vegetalina e Menús Frugívoros, escrito “numa linguagem simples e saturada duma bondade nazarena”, conforme se diz numa apreciação publicada em O Vegetariano. O sucesso do livro foi tal que em breve saiu uma 4.ª edição. Agora importa dizer que a autora, tal como tantos outros naturistas daquele tempo, tornou-se frugívora após ter lido O Naturismo de Amílcar de Sousa.

 

O Grande Sábio Naturista

O Naturismo foi o best-seller da literatura vegetariana em Portugal e no Brasil. Chegou à 4.ª edição e até foi traduzido para espanhol (como quase todos os livros do autor). Para termos uma ideia da importância desta obra, basta lermos as apreciações que publicou O Vegetariano (que o anunciava, aliás como “O livro mais notável do século XX”). Disse um leitor que o livro de Amílcar de Sousa é “a Bíblia da verdade deste século”, e outro escreveu que deve “ser o Evangelho de quantos amam a saúde e o seu bem-estar”, que “devia ser considerado a Bíblia do Frugívoro e Naturista” e que os seus conselhos deveriam ser ensinados nas escolas. Se o livro suscitou tais elogios não será de espantar que o seu autor tivesse tido uma vasta legião de admiradores. O escritor José Agostinho, por exemplo, considerou-o “radioso Apóstolo, Pensador e Escritor”, o Dr. João Bentes Castel-Branco chamou-o de “sábio Evangelista”, e António Gonçalves Coreia disse que ele era “uma criatura de sentimentos nobilíssimos e de inteligência forte.” Outros elogios incluem: “grande apóstolo da Regeneração humana”, “mestre dos mestres”, “grande sábio Naturista”, “grande benemérito” e “o homem mais indispensável à sociedade.” Ele fez conferências que encheram salas por todo o país. Um jornal da época informa-nos sobre a lotação de uma destas conferências: “A sala estava repleta, ficando muita gente sem lugar para ouvir a palavra cheia de fé do conferente.” Maria Jardim, vegetariana destacada daquela época recordou que toda a multidão “não cabia nas salas e se estendia pelos corredores e escadas na ânsia” de o ouvir.

Nascido no Douro, Amílcar Augusto Queirós de Sousa formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra e após isso estudou doenças de nutrição em Paris. De volta a Portugal empenhou-se no apostolado naturista. Acreditava que a Natureza é a única medicina. Achava que “o homem é um animal frugívoro e não um animal cozinheiro.” E que “As carnes e os peixes, o leite e os ovos, são realmente produtos os mais estercorais e coprostáticos. Intoxicam o sangue e causam todas as doenças desde a neurostenia à asma, desde a gota às dermatoses, etc.” Embora quase sempre focado nos benefícios do vegetarianismo para a saúde, não excluía das suas preocupações os animais: “Ver morrer um boi é para uma consciência límpida e para um espírito moral um espectáculo canibalesco, incompatível com a humanidade.” E noutro sitio: “Ninguém que tenha sentimentos de bondade é capaz de a sangue frio matar uma pomba branca, que arrulha no pombal, ou um frango de plumagem macia e multicor.” E ainda:

 

Não lhe têm feito tapar o nariz os cheiros da putrefacção do peixe ou dos miúdos dos cadáveres dos bois ou porcos que passam pela rua à cabeça das vendedeiras? Entrar num talho e assistir à repartição desses «defuntos» é um espectáculo nauseabundo: tais necrotérios enojam e fazem engulhos. Os magarefes, de facalhão empunhado e avental ensanguentado, dão a impressão de assassinos. A carne dos animais não é para o homem comer. Já assim não acontece com os cães, que sofregamente a tragam rilhando os ossos à guisa de sobremesa. A mulher ou o homem têm de preparar, na cozinha, esses restos decompostos já, da caça, da pesca, da morte fratricida enfim, para como eles se poderem banquetear, depois de terem usado a faca e o garfo, a pólvora e o anzol, a linha e a rede com que traiçoeiramente abatem as suas vítimas.”

 

Quando lhe foi perguntado se se devia usar cabedal, ele respondeu que uma vez que as convenções sociais não permitem que o ser humano ande descalço, “O calçado dos Naturistas devia ser de substâncias vegetais.” A seguir admitiu que ainda usava couro. “Não é perfeito”, acrescentou. É preciso lembrar que em Portugal naquela altura ainda não tínhamos uma vasta escolha de calçado sintético como hoje em dia.

Sempre que podia ele retirava-se durante algumas horas para o seu refúgio à beira-mar, onde, despido, tomava banhos de ar, de sol e de mar, fazia ginástica, lia, escrevia, ouvia as ondas, e via as gaivotas. Escreveu: “Só na Natureza se pode encontrara a verdadeira Saúde. A cidade é péssima!” Gostava de trepar árvores e de comer frutos. “Ainda ontem estive a comer figos numa figueira empoleirado”, contou. “Que deliciosos eram… Com os pés sem sandálias, não escorregava dos ramos, com uma mão agarrava-me, com a outra levava os figos, (pretos eram eles e de capa rota) à boca.” Já defendia ideias próximas da permacultura, ao dizer que Portugal “deveria ser um grande pomar e uma grande horta abastecedora.” Claro que para ele o Brasil, com as suas exuberantes árvores frutíferas, era um paraíso naturista. Muitos dos seus seguidores estabeleceram-se lá. Mas foi com o impulso de um russo que as sociedades vegetarianas brasileiras floresceram.

 

O Judeu errante assenta em Portugal

Eliezer Kamenesky (1888-1957), encantado com os romances de viagens, decidiu fugir de casa, aos 15 anos, de saco às costas, para percorrer o mundo. Quando regressou à terra natal leu os filósofos gregos, livros sobre “alimentação racional”, Tolstói, Maeterlinck, Rousseau e outros autores. A partir daí deixou crescer os cabelos e a barba, vestiu uma túnica branca à moda grega e começou a andar pelo mundo a fazer propaganda naturista. Um naturista português a viver no Rio de Janeiro escreveu que da primeira vez que se encontrou com ele julgou “que de uma página de Gorki ou Tolstói, bruscamente um tipo se animasse e surgisse diante de” si. No Brasil fez conferências e contribuiu para a fundação de muitas sociedades vegetarianas, incluindo uma com o seu nome. Escreveu ele na altura do apostolado:

 

Ora, se nos podemos abster do uso da carne sem o mais leve prejuízo para a nossa saúde, antes pelo contrário, porque é que nós, europeus e americanos, que nos consideramos povos civilizados, somos tão cruéis a ponto de assassinar barbaramente pobres inocentes animais? Porque obrigamos também milhares de homens a ocupar a abominável profissão de matadores de animais, ocupação esta que infalivelmente torna cruel e bestial o carácter daqueles que seguem semelhante mister? E a causa de tudo isto sois vós, ó gente que vos alimentais de carne! Se pudésseis sequer compreender que estais envenenando diariamente o vosso organismo com os cadáveres dos animais que vão apodrecer nesse cemitério que é o vosso abdómen, decerto vos voltaríeis para a alimentação vegetariana, que não só vos beneficia o corpo mas também vos eleva o espírito.”

 

Nos anos 20 radicou-se em Lisboa, onde passeava de sandálias, barbas e cabelos longos. Publicou um livro de poemas, Alma Errante (1932), prefaciado por Fernando Pessoa. No filme O Pai Tirano (1941), quando se disse que “ele só come comida de grilo”, ele respondeu que o grilo é um bicho sábio, que “alimentando-se exclusivamente de vegetais segue a lei sã da natureza.” Apareceu também no filme O Pátio das Cantigas (1942), a acariciar um gato enquanto dizia que é necessário ser bondoso para com os animais.

 

Os nossos devotados apóstolos

António Gonçalves Correia (1886-1967), caixeiro viajante, poeta e anarquista alentejano, usava barbas compridas e o “cabelo caído pelas costas à nazareno.” Lia O Vegetariano e conhecia bem as doutrinas naturistas. Raul Brandão escreveu que ele era um revolucionário que queria levar a humanidade a uma vida mais perfeita e mais bela pela bondade. E com muita razão o escreveu. António Gonçalves Correia, pacifista tolstoiano, era bondoso para todos os seres. Esperava que as formigas saíssem do lavatório antes de se lavar, e se visse uma mosca a afogar-se, salvava-a. Perguntou ele na Estreia d’um Crente, de 1917: “Salvar uma mosca, salvar uma formiga não é um acto de respeito pela vida? […] É o acto de quem possui um coração. E quem tem coração para salvar um pobre insecto que as garras da morte querem prender, não será capaz de salvar um semelhante?” E num outro lugar perguntou: “Assim é que tu entendes a Liberdade, tendo preso naquela infame gaiola aquele inocente passarito?!” Ele acreditava que a liberdade não era um direito apenas dos humanos. Por isso, tal como Leonardo da Vinci, ele costumava comprar pássaros engaiolados no mercado para, com grande alegria, os poder libertar. E, em relação à caça interrogava:

 

Toda a acção ofensiva é deprimente… E haverá coisa mais deprimente, mais reveladora de cobardia, mais condenável, mais monstruosa, do que atacar sem ser atacado, do que ferir sem se ser ferido, do que perseguir por maldade seja o que for? Cobardia, extraordinária cobardia! Pois não é cobardia perseguir uma ave, sempre útil? Pois não é cobardia fazer tombar com um tiro ignominioso um engraçado coelhito que delicia os nossos olhares curiosos com os seus saltitos de acrobata campesino?”

 

Quando, em 1917, fundou a Comuna da Luz, as crianças dessa comunidade anarquista vegetariana foram ensinadas a respeitar a vida dos animais e a não lhes causarem sofrimento.

Na sua conferência, Jaime de Magalhães Lima recordou as ideias dos “devotados apóstolos” do vegetarianismo no ocidente ao longo dos tempos. Os indivíduos aqui referidos, desde esse ilustre conferente até ao libertador de animais alentejano, foram alguns dos mais “devotados apóstolos” do vegetarianismo em Portugal. Houve mais, como o Padre Himalaya, um dos nossos maiores inventores, ou o Dr. Indíveri Colucci, que, com mais de 100 anos, continuou a curar “incuráveis” usando o vegetarianismo. Estes pioneiros não atravessaram os mares em busca de terras para conquistarem ou de povos para subjugarem, nem buscaram a glória e a riqueza material. Mas todos eles foram sonhadores, corajosos como os indianos do século XVIII que se recusaram a matar os seus amigos animais, e com incrível vontade abriram o caminho para o futuro que visionavam: uma sociedade mais justa para todos os seres. E como eles mais virão, pois esta história continuará a ser escrita. Lembremo-nos deles enquanto rumamos em direcção a um mundo novo.

 

Nuno Metello

É vegano desde 2005 por motivos éticos. Investiga vários assuntos relacionados com o vegetarianismo, nomeadamente os aspectos históricos. Integra a equipa do movimento 2as Sem Carne (http://www.2semcarne.com/).

 

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