SIMPLES É BOM

Oh, Estou tão cansado de andar para diante e pra trás!

Para que tanta dor, tanto prazer desfeito?

Doce paz,

Entra, ai! Entra no meu peito!”

Goethe

Em diversos números desta revista, desde os primeiros aos mais recentes, temos escrito amiúde acerca da civilização maquinal e destrutiva – em termos psicológicos, relacionais e de sensibilidade – que se vem criando. Recapitulemos algumas das suas características deletérias:

É a folia e a correria incessante da produção e do consumo (ver Biosofia nº 15, p. 3; nº 18, pp. 4 a 7; nº 27, pp. 8 e 9; nº 28, pp. 4 a 8; nº 38, pp. 47 a 51; nº 40, p. 4);

É a ênfase desmedida e alienante no trabalho e na carreira profissional (ver Biosofia nº 1, p. 26; nº 2, pp. 12 a 14; nº 8, pp. 3 e 4; nº 38, pp. 4 a 6; nº 40, p. 3; nº 41, pp. 3 e 7; nº 42, pp. 4 e 5);

É a redução do ser humano a sujeito – e objecto! – económico, e pouco ou nada mais (Biosofia nº 5, pp. 17 a 20; nº 16, p.3; nº 39, p. 7; nº 42, pp. 4 e 5);

É o endeusamento e o culto do dinheiro, das empresas e dos mercados e movimentos financeiros (Biosofia nº 14, p. 3; nº 37, p.3; nº 38, pp. 4 a 6: nº 43, p. 3);

É a quimera política e empresarial do crescimento económico pretensamente ilimitado (Biosofia nº 42, pp. 6 e 7);

É a exploração desenfreada e dizimação de animais e plantas, da Natureza em geral (Biosofia nº 2, pp. 3 e 4 e 34 a 36; nº 8, pp. 48 a 50; nº 12, pp. 34 a 36; nº 13, pp. 46 e 47; nº 15, pp. 32 a 36; nº 16, pp. 4 a 7; nº 22, p. 33; nº 23, p. 8; nº 25, pp. a 56 a 60; nº 26, pp. 48 e 49; nº 27, pp. 4 a 7; nº 33, pp. 3 a 7; nº 35, pp. 52 a 59; nº 37, p.16; nº 38, pp. 7 a 9; nº 39, pp. 8 a 12; nº 40, pp. 31 a 33; nº 41, pp. 39 a 42; nº 42, pp. 44 a 52 e 54 a 57);

É a multiplicação voraz de leis, regulamentos, relatórios e papelada (Biosofia nº 22, p. 3; nº 34, p. 40; nº 35, p. 3);

É a crescente incapacidade ou impossibilidade de brincar, e sobretudo de brincar sem maquinetas e sem uma parafernália de tecnologia (Biosofia nº 6, p. 10; nº 7, pp. 5 a 7; nº 24, pp. 30 a 34);

É, em resumo, toda uma tendência para arranjar sempre novas complicações, obrigações, desnecessárias complexidades e para ampliar “a rede das mil coisas inúteis que o mundo vai sempre tecendo, julgando-as importantes porque não sabe fazer coisa melhor” 1.

Uma Civilização de Violência Psicológica

“Não tenho nada que fazer”, é talvez o queixume mais insensato da nossa civilização, às vezes ainda condimentado com o “por isso estou a entrar em depressão”. É absurdo, por sobrepor o acessório “fazer” ao essencial “viver” (”ser”) e ao sublime “criar”; e pela redutora noção desse “fazer”, como se agir se limitasse a “mexer”, a “render”, a “produzir”, a trabalhar na produção de serviços e bens materiais. Deste modo, aquela frase é parente estreita de outras expressões quase tão estapafúrdias, como “mercado de trabalho”, “aumento da produtividade” e “relatórios de eficiência” – estes últimos também objecto de outros relatórios incessantemente inventados por gente que não sabe estar sem “fazer” (mexer, importunar, produzir) alguma coisita…

Na busca desfragmentadora e eternamente inútil de um alienado eu ou de um núcleo permanente de ser – que ironicamente se procura firmar na impermanência –, assim nos vamos exaurindo e esbanjando vitalidade, que seria fonte de alegria.

Já não temos vigor pela manhã, já não nos recentramos ao entardecer, já não sentimos a envolvência matricial da noite, já não temos o gosto da natureza e do natural. Tornámo-nos máquinas.

Estamos em plena “sociedade do cansaço”, “que isola e divide”, numa sociedade do rendimento (laboral) compulsivo e auto-imposto, conducente à exaustão e, afinal, à esterilidade intelectual e espiritual – da criatividade – como muito bem faz notar Byung-Chul San 2.

Esta civilização, de violência psicológica, está carregada de novas (e também antigas) patologias psíquicas, ainda pouco reconhecidas como tal: o insuflamento do pequeno eu, a ciosidade da posse, a avareza, a hiperactividade (cada vez mais, psíquica), a ambicionite aguda, o egoísmo desenfreado e considerado louvável e mesmo óptimo, a superficialidade e instabilidade da atenção, a tagarelice (oral e mental), a síndrome de desgaste ocupacional, o pedantismo das funções e da eficiência. Etc, etc, etc.

Cento e quarenta anos depois, face a toda a agressividade competitiva da nossa sociedade, continua plenamente justificada a frase com que um grande Sábio, um dos Mestres de Sabedoria, respondeu à pretensão de superioridade dos ocidentais (europeus e americanos): “Vocês ainda são bárbaros, apesar de toda a vossa proclamada civilização” 3.

E não podemos deixar de nos rever também nas palavras e na “profecia” de um dos discípulos desses Mestres – um dos pioneiros da contemporânea Teosofia autêntica, William Quan Judge –, que escreveu em 1887: “As nações ocidentais desenvolveram a noção de um eu separado – o que é meu e o que é teu – e, portanto, têm dificuldade em aceitar um sistema que se oponha a essas ideias. Ao adiantar-se no caminho da civilização material, com todo o seu fascínio de brilho e luxo, a ilusão destas nações aumenta, porque baseiam o valor da sua doutrina nos resultados que dessa civilização material parecem derivar, até que, por fim (…) se converte num reino de terror”.

(Também por isto, no Centro Lusitano de Unificação Cultural, de algum modo nos orgulhamos de ser um espaço de contra-cultura, que sempre subsistiu – já vai para trinta anos – sem subsídios e amparos oficiais e bastante graças à abnegação e generosidade de muitos, a quem sempre estaremos gratos).

A Simplicidade Superior

Relembrando o que é hoje o chamado “mundo civilizado”, consideremos agora alternativas na forma de viver. Com efeito, há outro modo de existência, a mais completa de todas, que por isso se reconduz à superior simplicidade. É própria de quem conheceu o essencial de tudo (na sua tipicidade, não em todos os factos / situações concretos), destrinçando o que é mesmo importante e bom do que é inútil e nocivo.

Há um modo de estar feito de empatia, comunhão, acção interior, do serviço ao bem geral, e não do trabalho compulsivo, da competição, das burocracias, do fingimento de plástico.

Trata-se de uma vida de fruição que não se baseia em artifícios, em conquistas aleatórias, na dominação de outros, na gritaria de direitos egoístas ou na correria de cumprir deveres imaginários; que encontra prazer no que é puro, genuíno, autêntico e natural, e vive a alegria de fazer bem, de compreender, de criar, de contemplar. Almejamos uma civilização de dar ou compartilhar, não de explorar e usurpar. No Tao Te King, a preciosa sabedoria da velha China (tão distante do actual capitalismo comunista), podemos ler estas palavras, com que a obra, justamente, termina:

O santo proíbe-se de armazenar;

Dedicando-se aos outros, enriquece.

Depois de ter dado tudo, ainda fica com mais.

A via do Céu traz vantagens sem prejudicar;

A virtude do santo age sem reivindicar”.

As duas posturas, a da vigente voracidade de produção, consumo e acção exterior, e a alternativa de frugalidade, moderação, abundância interior e inteireza, fazem-nos também recordar uma passagem extraordinária do Mundaka-Upanishad (3: 1: 1-5):

Dois pássaros de plumagem dourada estão empoleirados numa árvore. O primeiro representa o eu pessoal (condicionado) e o segundo representa o Eu imortal (Âtman, o Eu Espiritual). O primeiro prova as frutas doces e amargas da árvore e o outro apenas observa atentamente.

(…) Mas quando o eu pessoal percebe o Âtman (…) então ele torna-se livre da aflição.

Através da veracidade, concentração e ascetismo, quando as impurezas desaparecem, o sábio observa o Âtman no seu coração como um sol brilhante. Centrado no Âtman (…) passa a fazer parte do grupo de indivíduos raros que conhecem Brahman. Conhecendo-o, o homem sábio extingue a tagarelice da sua mente, tornando-se imaculado, permanecendo na suprema unidade.

(…) O sábio que o conhece não fala desnecessariamente. Deleitando-se na percepção do Ser Interno, ele torna-se o primeiro entre os conhecedores de Brahman.

Este Âtman, respladescente e puro (…), é percebido através da prática continuada da austeridade, da veracidade, do conhecimento correcto e da frugalidade”.

Simplicidade Espiritual

Lembremos que Âtman é o mais elevado princípio humano, o único completamente imperecível; é uno e indivisível, sendo o mesmo que Brahman, o Todo Universal. Puro e simples, Ele (ou “Isso”) é tudo, conforme tão belamente se consignou no Chandogya-Upanishad:

Este é o Espírito que está no meu coração, mais pequeno do que um grão de arroz, ou um grão de cevada, ou um grão de semente de mostarda, ou um grão de semente de alpista. Este é  o Espírito que está no meu coração, maior do que a Terra, maior do que o firmamento, maior do que o próprio céu, maior do que todos estes mundos. Contém todas as obras e desejos e todos os perfumes e paladares. Engloba todo o universo e a todos ama em silêncio. Este é o Espírito eterno que está no meu coração, este é Brahman”.

Não é, contudo, apenas da Sabedoria do Oriente que nos chegam estas noções no terreno filosófico e espiritual. Poder-se-iam dar muito exemplos, ditos ocidentais, mas consideramos bastantes os que se seguem.

O pensador Cristão, e teólogo “oficial” do Catolicismo, São Tomás de Aquino considerou como atributos de Deus, a perfeição e a unidade ou simplicidade (não ser composto de partes; encontra-se algo de semelhante, entre outros, em Santo Agostinho e Santo Anselmo). Na Suma Teológica, afirmou que, por Deus ser infinitamente simples, só pode ser imaginado pela mente finita como se fosse infinitamente complexo… Num à parte pessoal, diremos que há muitos aspectos em que não subscrevemos as teses de Tomás de Aquino. Entretanto, vale a pena referir que, depois de uma experiência contemplativa, já perto do final da sua vida (aliás, pouco longa) desvalorizou a sua imensa obra literária e até se recusou a terminar os textos que tinha entre mãos, por os achar tão aquém dessa vivencia, o que é deveras notável e significativo.

Acerca do pensamento de um dos maiores filósofos e místicos neoplatónicos, o grande Plotino, escrevemos algures:

O Uno, em si mesmo, é inefável, está além de qualquer coisa que possamos imaginar e transcende toda a manifestação. Não pode ser qualificado, sem que nesse mesmo momento o estejamos a desvirtuar. Plotino era claro em afirmá-lo: “O Uno é o superior, não fisicamente mas dinamicamente. Por isso, é indivisível, não fisicamente mas dinamicamente. (…) Igualmente, o Uno é infinito, não como uma extensão ou uma série numeral é infinita, mas no seu poder sem limites. Concebei-o como inteligência ou divindade: ele é mais do que isso. Comprimi, tentai conter, a unidade nos limites da vossa mente: ele é ainda mais do que isso. Ei-la, a unidade, superior a qualquer pensamento vosso que dele se tente apossar, unidade que existe por si mesma e em si mesma, e que é sem atributos 4”.

No sistema de Plotino, há caminho de retorno de todos os seres, desde o seu estado de multiplicidade em direção ao mais simples, ao Uno, de onde emanaram.

Numa magnífica passagem das Enéadas, escreveu ele: “A Natureza Primeira está presente em todas as coisas. Presente? Mas como? Como uma única vida que está no interior de todos os seres. Num ser vivo, a Vida não penetra até um certo ponto para depois parar, como se não pudesse expandir-se para o ser inteiro mas, sim, está presente em cada parte dele”. E noutro excerto: “Porque a Natureza do Uno, sendo como é progenitora de todas as coisas, não é nenhuma delas”.

Segundo Leibniz – uma inteligência brilhante –, a realidade é constituída de substâncias simples: as mónadas (isto é, unidades). Deus é a mónada original e, digamos, universal, que estabelece e garante a harmonia entre todas.

Para Spinoza – tão digno de apreço pelas suas ideias como pelo seu carácter e vida sóbria –, o Ser verdadeiro é indivisível, simples e uno; Deus é a natureza absolutamente infinita e, por isso, indivisível.

Eu Sou aquele Que Sou” (Êxodo, 3:14), proclama a Divindade da Torah Judaica. Em Deus e no Espírito, essência e existência coincidem.

Apesar do seu não-teísmo, o ensinamento Budista, expresso nas palavras do Sutra do Prajna Paramita (Sutra do Coração), não está, a nosso ver, muito longe: “A forma não é diferente do vazio; o vazio não é diferente da forma. A forma é precisamente vazio; o vazio é precisamente forma”. Também no Dharma do Buda, a noção de Nirvana parece implicar a extinção do que é composto, contingente, aprisionante…

Voltemos, todavia, ao Ocidente predominantemente Cristão (ou Judaico-Cristão, acentuam alguns). Bem podemos perguntar que caso se tem feito das palavras de Jesus no Sermão da Montanha, e das quais reproduzimos os seguintes excertos do Evangelho segundo São Mateus:

Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!” (5: 3);

Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam…” (6: 28);

Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.

Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”. (6: 33-4).

Que tem isto a ver com a nossa sociedade capitalista, alegadamente Cristã?

Acrescentaríamos ainda se foi seguida a tradição dos primeiros judeus seguidores de Jesus, os Ebionitas, “os homens pobres”, ou a austera frugalidade dos Nazarenos e Essénios. Não, tudo pelo contrário. Num parêntesis, lembremos que os Ebionitas faziam a apologia do Vegetarianismo, tal como fizeram grupos Gnósticos Cristãos que não couberam na ortodoxia que a partir do ano 200, aproximadamente, se foi formando.

A Simplicidade vasta e profunda

Simplicidade não é simplismo, tal como bondade não é “bonzismo”, nem ser sábio é ser sabichão. Por isso, a simplicidade que aqui preconizamos não é redutora mas ampliadora, reconduzindo-nos à verdade e à essencialidade 5.

A civilização em que estamos consome-nos e retira-nos o espaço e o fluir da Consciência para o que é realmente importante: a síntese do essencial.

As Conquistas culturais da humanidade, às quais pertence a filosofia, devem-se a uma atenção profunda e contemplativa. A cultura requer um ambiente no qual seja possível uma atenção profunda. Esta tem sido substituída por uma forma de atenção completamente distinta, a hiper-atenção. Esta atenção dispersa caracteriza-se por um câmbio acelerado de foco entre diferentes tarefas, fontes de informação e processos” 6.

Com uma atenção superficial dispersa por incontáveis exigências, muitas delas auto-impostas, o nosso entendimento torna-se opaco para o que é mais subtil e real. É algo assim como naquele conto em que alguém procurou um mestre Zen para buscar sabedoria, iluminação. O instrutor serviu-lhe chá mas de tal modo que a chávena transbordou abundantemente. Quando o candidato a aluno “protestou” que a chávena estava cheia de mais, recebeu a resposta elucidativa: “É como está a sua mente” 7.

Com o tempo preenchido com as mil e uma frentes abertas pelo vício compulsivo do fazer, falta-nos o tempo para o que é amplo, profundo, sintético. Já dizia Pascal: “Peço desculpa de lhe escrever uma carta tão longa mas não tive tempo de lhe escrever uma mais curta”…

No Bhagavad-Gītā (2: 66), assim proclama Krishna: “Não existe Conhecimento [Buddhi] nem Concentração Espiritual [Bhâvana] para aqueles cuja mente está descontrolada. Também não pode haver paz, e sem paz não pode existir felicidade”.

Desfragmentados, alienados em ocupações que nos ocultam a nossa natureza essencial, original, profunda e vasta como o Espaço, não vemos a infinita potencialidade nela contida, não nos mergulhamos no ilimitado mar de possibilidades vivenciais, cognitivas, afectivas, criadoras; falta-nos o espaço para a continuidade da consciência – que é amor, que é chave dos grandes mistérios –, falta-nos o espaço para a criatividade e para viver plenamente.

Precisamos de recuperar esse espaço, símbolo e reflexo daquele matricial Espaço Astracto que é o Todo absoluto, que não é nem um vazio sem limites nem uma plenitude (de consciência), mas ambas as coisas, e que é duração eterna: foi, é e sempre será, havendo ou não um Universo objectivo 8. E aí e daí, com inteireza a coerência (mesmo que dos opostos), experimentar e criar toda a riqueza interior: de sabedoria, de amor, de compaixão, de partilha, se solidariedade, de beleza, de harmonia, de unidade da diversidade, de conhecimentos edificantes e inesgotáveis, que nos preenchem, completam e fazem palpitar de vida e de júbilo, sem jamais nos exaurirmos.

Como dizia o Professor Agostinho da Silva, numa entrevista: “O que quero de todos (…) é o seguinte: sejam curiosos; e que a organização em sociedade possa ser de tal maneira que eles possam satisfazer essa curiosidade completamente. E não para ganhar dinheiro, não para fazer figura, nem para ganhar cargo, mas para ser plenamente aquilo que é.”

José Manuel Anacleto

Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural

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1 Pietro Ubaldi, O Sistema, Monismo, 1959; pp. 406-7.

2 Byung-Chul San, La Sociedad del Cansancio, Herder Editorial, Barcelona, 2012.

3 Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett, Editora Teosófica, Brasília, 2001; Vol. I, p. 241.

4 José Manuel Anacleto, Alexandria e o Conhecimento Sagrado, Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 2008; ver pp. 528.

5 “… a simplicidade e sublimidade da verdade…”, Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett, op. cit., Vol. II, p. 111.

6 Byung-Chul San, op. cit., p. 35.

7 Adaptado a partir da recolha de 101 Zen Stories, transcribed by Nyogen Senzaki and Paul Reps, David McKay Company, Philadelphia, 1940.

8 Helena P. Blavatsky, A Doutrina Secreta, Ed. Pensamento, S. Paulo, 1973; Vol. I, pp. 77, 82, 100 e 106, entre outras.

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