Yin-Yang

A Filosofia Chinesa representa uma das mais poderosas e consistentes tradições mentais. Desde as tradições que se perdem na noite dos tempos, até aos poderosos influxos do Taoísmo e do Confucionismo, e abarcando ainda as características que localmente o Budismo adquiriu, contém um grandioso acervo de importantes ensinamentos, com uma especificidade própria, que torna injusta a sua arrumação pura e simples num bloco indistinto de Filosofia Oriental. Na verdade, há mesmo quem a considere mais distante das Filosofias Indiana e Grega (ambas) do que estas se diferenciam entre si 1. De qualquer modo, justifica a sua inclusão nessa tríade maior.

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O vegetarianismo em Portugal já tem barbas brancas

No dia 14 de Junho de 1912, uma multidão reuniu-se no salão nobre do Ateneu Comercial do Porto, um dos mais importantes pontos culturais da cidade. Conforme reporta O Vegetariano, o salão estava “repleto da melhor sociedade portuense, inclusive das mais distintas e formosas damas.” Tinham ido ouvir o escritor aveirense Jaime de Magalhães Lima (1859-1936) a discursar sobre vegetarianismo.

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ALIVIAR A PRISÃO PROFISSIONAL: É PRECISO TRABALHAR MENOS!

 Este Editorial é feito com martelo e picareta, não com linha e agulha.

Para não se entender mal o que se vai seguir, sinto-me obrigado a uma rápida referência pessoal.

Nunca fui dado à ociosidade. Em toda a minha vida adulta, e até antes, sempre trabalhei para além das minhas estritas obrigações escolares ou profissionais. Estas, aliás, sempre representaram muito menos energia, e até mesmo tempo, dispendidos, do que outras actividades, de serviço não remunerado, que considero bem mais importantes.

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Helena Blavatsky

A Natureza revela os seus mais íntimos segredos e partilha a verdadeira sabedoria somente àquele que busca a verdade por amor à própria verdade, e que aspira ao conhecimento para conferir benefícios aos outros, não à sua insignificante personalidade.”

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Xisustro – o Noé Caldeu

 Uma das pistas mais preciosas de que podemos dispor para conhecer o longo passado da nossa Terra (e dos seres que nela habitam) é, sem dúvida, o testemunho unânime, ou pelo menos alargadamente repetido no espaço e no tempo, sobre a ocorrência de determinados factos.

Sensatamente, não devemos desprezar esses testemunhos. Fazê-lo, seria incorrer no pressuposto de que (quase) todos os Antigos eram tolos ou alucinados, e que só a nossa civilização, dita moderna e ocidental, tem o privilégio da razão. Com efeito, de que outro modo explicaremos os relatos e tradições fundamentalmente concordantes?

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Olhares (im)Possíveis

 “Fenómenos! Assim vos chamam.

Não sois senão projecção mágica da mente.

Jamais vi a amplitude do céu ter o mínimo medo.

Tudo isso não é mais do que irradiação de claridade.

Não há “porquê”, não há “porque”.

Tudo o que me acontece me é ornamento.

É pois melhor que medite em silêncio.”

Yeshé Tsogyal

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A meditação entre Oriente e Ocidente

 A redescoberta da meditação

Pode-se hoje dizer que a progressiva (re)descoberta da meditação pelos ocidentais, como um treino regular da mente que visa desenvolver uma capacidade de atenção calma, clara e contínua, como forma de melhorar a qualidade de vida, em termos psicossomáticos, com profundos benefícios no plano da saúde e dos cuidados paliativos, da educação e do desenvolvimento sócio-profissional, bem como enquanto modo de desenvolver as potencialidades cognitivo-afectivas da consciência, é um fenómeno histórico-cultural e civilizacional dos mais relevantes no final do século XX e no início do século XXI, assumindo uma expressão simultaneamente popular e erudita.

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Desaprender…

 Na secção do “Aprender a Ser”, falamos hoje de… desaprender.

 

Não é um engano, não é um trocadilho de palavras.

 

Para aprendermos realmente a ser, nós, perdidos no ter, no fazer e no crer, temos que desaprender.

 

Temos que des-construir toda a carga de ilusões que aceitámos como realidades.

 

Temos que limpar toda a camada de preconceitos que tomámos como verdades.

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VISHVAKARMAN

O termo desta vez escolhido, por referência à letra “V”, é também transliterado do Sânscrito por Vishvakarman, Vizvakarman ou Vichavakarman.

Vishvakarman, proeminente na cosmogonia-mitologia da Índia, é o Arquitecto ou o Artífice divino do Universo, frequentemente identificado com Prajâ-pati 1 e 2 (Brahmâ), embora por vezes mencionado como filho de Brahma. A tradução “Artífice” tem a virtualidade excelente de imediatamente evocar o Demiurgo – Artífice – do Platonismo; contudo, a opção “Arquitecto”, que releva mais o sentido de criação ou formulação mental (arquetípica), tem a vantagem de lembrar o Princípio Hermético segundo o qual “o universo é mental”, ou seja, que na Mente Divina (substancialmente constituída por todas as Inteligências Espirituais criadoras) existe pristinamente o Cosmos, que depois se densifica em níveis crescentes de materialidade / objectividade fenoménica.

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Génese da Terra e do Sistema Solar

 “… Saído das profundezas da Existência Una, do inconcebível e inefável Um, um Logos, impondo-se um limite, circunscrevendo voluntariamente a extensão do seu próprio Ser, torna-se o Deus manifestado e, ao traçar os limites da sua esfera de acção, determina também a área do seu Universo. Dentro de tal esfera nasce, evolui e morre este Universo, que no Logos vive, se move e tem o seu ser. A matéria do Universo é a emanação do Logos, e as suas forças e energia são as correntes da sua Vida. O Logos é imanente em cada átomo, é omnipenetrante. É o princípio (ou origem) e o fim do Universo, a sua causa e objecto, o seu centro e circunferência… Está em todas as coisas e todas estão nele…”

 

Esta loquaz descrição, feita há mais de 100 anos por Annie Besant1 no seu livro Sabedoria Oculta, diz respeito ao nascimento de um Universo no seu sentido pleno, integral, e não apenas ao surgimento de um Universo no Plano Físico (sendo, este, apenas o 7º e último Plano do Septenário Cósmico).

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