Os Cancros Sociais e os Intocáveis

 O trabalho enobrece, diz-se habitualmente. E assim é, com efeito, se esse trabalho é altruísta, útil e necessário.

 

Quando, porém, é ditado pela ambição e pela competição desenfreadas, por ditames caprichosos e prepotentes de quem se delicia a ver tudo a andar “a toque de caixa” só porque sim, pelo funcionar de uma “máquina” que não serve a fim algum, pela voracidade da fera humana, torna-se escravizante e desumano. Estupidifica, embrutece, gera um barulho contínuo que sufoca as vozes mais profundas no íntimo de cada Homem. Envolve-nos num turbilhão infindável de obrigações, técnicas, papeladas, trapalhadas…

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PAELLA VEGANA

Ingredientes

  • 1 e ½ chávena de arroz integral

  • 1 cebola picada

  • 1 alho picado

  • 1 a 2 cenouras cortadas em pedacinhos

  • 200 gr de seitan (glúten de trigo) cortado em cubos

  • 1 chávena de champignons fatiados

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Tiphereth

Tiphereth é o pretexto, na letra “T”, para introduzirmos o tema da Cabala e da Árvore da Vida. É, na verdade, não mais que uma introdução, porque o assunto, pela sua revelância, pelo mundo imenso de significados e implicações que comporta, pelas múltiplas interligações que permite, justificaria por si só um volumoso livro.

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Cosmogénese Oculta

 

Esta é a segunda parte do artigo publicado nesta secção no número anterior da Biosofia.

A Ciência moderna reconhece apenas a existência de fenómenos físicos observáveis, seja através dos órgãos sensoriais de que dispomos, seja por intermédio dos dispositivos que construímos para extensão dos mesmos (telescópios, radiotelescópios, microscópios ópticos e electrónicos, sonares, radares, ressonâncias magnéticas, Tacs, Pets,1 Ciclotrões, etc.) e dedica-se exclusivamente ao estudo destes fenómenos e da descoberta de comportamentos e Leis universais que possam ser inferidas de dados experimentais ou de observações efectuadas.

A ciência recusa-se a admitir a existência de tudo aquilo que não possa ser medido, observado, previsto, como sejam os fenómenos nos domínios supra físicos e espirituais. Algo só existe se puder ser verificado experimentalmente, medido, testado, antecipado. No entanto, apesar da imensa popularidade das ciências físicas e da sua inquestionável importância no desenvolvimento das sociedades, passadas, presentes e futuras, as suas certezas são sempre transitórias e outras convicções mais fortes que as anteriores rapidamente tomam o seu lugar. A Mecânica Quântica sustenta que o Observador, o Observado e o Processo de Observação são interdependentes. O método de medida é pois um processo subjectivo e altera o observado. Aquilo que vemos e medimos depende daquilo que observamos, da forma como o fazemos e … perguntamos nós, será que também daquilo que procuramos? Não será que a procura é a essência da materialização do universo que construímos?

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ARISTIDES DE SOUSA MENDES - Herói português do séc. XX

 Cônsul de Portugal em Bordéus no início da II Guerra Mundial, no ano da invasão da França pela Alemanha nazi, Aristides de Sousa Mendes arriscou a vida, a carreira e a família para salvar milhares de pessoas. Perante o avanço incontrolável das tropas nazis, encontrou-se perante o dilema: ou esquecer a multidão de refugiados perseguidos por Hitler, aos quais ele podia abrir as portas da salvação e liberdade, ou condenar-se a si próprio, agindo de forma oposta à política externa do seu governo. Escolheu desafiar as ordens expressas do seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Salazar, e concedeu 30 000 vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir de França em 1940, salvando do Holocausto dezenas de milhar de pessoas.

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Purûravas e a 3ª Raça

Uma remotíssima lenda hindu conta que Purûravas foi o primeiro homem a receber o fogo dos deuses. Esta alegoria tem alguns pontos comuns com as lendas gregas de Prometeu ou de Phoroneus 1 – todas elas aludindo à Humanidade da 3ª Raça, isto é, quando os homens adquiriram a razão e o entendimento (o fogo de Manas) que verdadeiramente os fez assumir a condição de deuses latentes, deixando em definitivo para trás a animalidade puramente telúrica.

Nas antigas escrituras, dos Vedas aos Purânas, a história de Purûravas é contada com diferentes matizes mas concordantes no essencial. Com efeito, o Rig-Veda consagrou-lhe um hino, relevante mas obscuro e nebuloso, que foi depois parcialmente reproduzido no Satapatha Brâhmana, e que toda a poesia épica2 e purânica replicou profusamente, com algumas variantes, como aqui se exemplifica.

Num trecho do Sataphata Brâhmana podemos ler que Manu, desejoso de obter descendência, celebrou um sacrifício com esse mesmo fim, dele tendo-se originado Idâ (ou Ilâ). Manu amou-a e viveu com ela, e dos seus amores brotou a raça de Manu – a Humanidade.

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Big Bang: O moderno mito da Criação

À medida que as fronteiras do conhecimento científico se alargam e o desenvolvimento tecnológico nos permite ter acesso a fenómenos e segredos da Natureza inimagináveis até há algumas décadas atrás, as incontestadas verdades do passado são atiradas para o rol das coisas esquecidas e novas certezas tomam, temporariamente, conta do presente.

Os novos paradigmas têm, em geral, vida efémera e outros rapidamente tomam o seu lugar. O passado contém o gérmen da potencialidade futura, o amanhã prepara o dia seguinte e o presente é algo que rapidamente se perde entre o que foi e o que será. Continuar a ler »

Substância

“A existência da matéria, então, é um facto; a existência de movimento é outro facto, e a auto-existência ou eternidade e indestrutibilidade deles constitui um terceiro facto (…). O Movimento É Eterno porque o Espírito é eterno”.
Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett

“A concepção de matéria e espírito como total e eternamente diferentes jamais poderia haver entrado na minha cabeça (…) porque uma das doutrinas elementares e fundamentais do Ocultismo diz que os dois são um, e são diferentes apenas nas suas manifestações, e só nas percepções limitadas do mundo dos sentidos. (…) as nossas doutrinas mostram apenas um princípio na Natureza – espírito-matéria ou matéria-espírito, sendo o terceiro o Absoluto último ou a quintessência dos dois – se posso ter a permissão de usar um termo erróneo neste caso – perdendo-se além da vista e das percepções espirituais até mesmo dos ‘Deuses’ ou Espíritos Planetários”.
Idem

“Uma substância nunca existe sem uma qualidade, e é somente pelo acto de percepção que esta substância que serve de base aos corpos, e que é capaz de qualidade, é descoberta como matéria”.
Orígenes, Antenicene Fathers, Vol. IV – Fathers of the Third Century, pág. 379

Remissão
Nos nºs 15 e 16 desta revista Biosofia, na secção “Entre o Céu e a Terra”, publicámos dois artigos, acerca da Matéria, em que escrevemos muito do que caberia agora exprimir. Continuar a ler »

Maçonaria e Inquisição

“Este caminho [de provação] passa por cárceres
que parecem túmulos de cheiro nauseabundo,
pelas câmaras de tortura da Inquisição,
leva aos horrendos cadafalsos, à forca, às fogueiras dos autos de fé,
às galés e ao desterro nalguma ilha do diabo…” (1)

A história da Maçonaria é feita de dores e horrores. Em Portugal, a primeira loja maçónica especulativa foi fundada em Lisboa pelo empresário católico inglês William Dugood, cerca do ano 1728. Continuar a ler »

Os Druidas e as suas remotas origens

Os Druidas foram uma casta sacerdotal ente os celtas, tendo florescido na Bretanha e na Gália. A origem do seu nome permanece controversa. Muitos tendem a considerar que, tal como ocorre com a palavra irlandesa drui, significaria “o homem das florestas de carvalhos”; e, a reforçar esta tese, há o facto de os gregos da Antiguidade chamarem dryades às divindades das florestas. Com efeito, também em grego o carvalho se dizia drus. Entretanto, com igual plausibilidade, há quem faça derivar a palavra “druida” do gaélico druidh, que significa “homem sábio” ou “mago”. Do mesmo modo, em árabe, deri significa “homem sábio”; e, em persa, duru significa “um homem santo”. Outros, ainda, associam-na ao hebraico derussim, drussin ou drissin, que quer dizer “homens contemplativos”, nome, aliás, com alguma semelhança com o dos daruish (dervixes), da Turquia e do Irão. Continuar a ler »